O que mais me deixou triste assistindo essa nova empreitada da saga da hacker cool as fuck Lisbeth Salander foi que o filme, bem meia boca, foi dirigido pelo ótimo uruguaio Fede Álvarez, dirertor de uns curtas de terror que já estreou em longa dirigindo o remake de Evil Dead e depois o ótimo Homem Nas Trevas.
Mas aqui, ele não se esmerou.
Ou melhor, este filme é o típico caso de como alguém super talentoso não consegue fazer o que quer em filmão de estudião.
O filme não é ruim, mas é só mais uma historinha como todas as outras da Lisbeth e seus medos e problemas familiares afetando no seu presente, de sua luta contra os homens que detonam suas mulheres/esposas/amantes e de como ela se envolve numa trama de espionagem e claro, leva junto seu pseudo companheiro, o jornalista Mikael Blomkvist.
Como a gente já conhece o universo da hacker dos filmes anteriores, a gente não precisa de muita explicação nem nada, só queremos emoção pura.
E não tem muita nesse filme.
O roteiro é legalzinho, a direção é ok, a Lisbeth agora é vivida pela mediana Claire Foy (eu sei que você a ama de The Crown, mas acho ela super valorizada), que também não está mal, mas nada se compara a Rooney Mara.
Nem vale a pena contar o enredo do filme, só que é uma história que a hacker precisa pegar um programa de controle de armas nucleares online pertencente ao governo americano e que a única pessoa que pode saber a senha é uma criança filha do bla bla bla.
Se você está procurando por diversão, num thriller ok com um roteiro sem furos, pode ir nesse com fé.
NOTA: 🎬🎬1/2

