317/365 JONATHAN

Jonathan é uma ficção científica estranha num filme quase bom.

Poderia dizer que Jonathan é um filme que queria ser Ex-Machina e não conseguiu por falta de um roteirista bom que desenvolvesse melhor a história, que é boa.

Jonathan é um cara bem regrado, acorda todo dia exatamente as 7 da manhã, corre, toma café, vai trabalhar, sai ao meio dia, vai para outro trabalho, faz compras, corre pra casa e sempre chega antes das 18h.

A noite malha, sai, bebe, se joga um pouco demais.

O problema é que o Jonathan de dia é uma pessoa e o da noite é John, seu irmão. Quer dizer, o problema é que os 2 vivem no mesmo corpo, um das 7 as 19h e o outro das 19h as 7h.

Imagine um Jackyl e Hyde, ou um caretão diurno e seu eu vampiresco que não vê o sol.

Eles são tratados por uma médica que descobriu esse probleminha quando eles ainda eram bem pequenos e conseguiu separar os 3. Quer dizer, os 2, porque o terceiro precisou ser “eliminado”.

Eles vivem nesse esquema pré determinado de tranquilidade como um reloginho até que o inesperado acontece: uma mulher entra em suas vidas e tudo desmorona.

Jonathan, como disse antes, se tivesse um roteirista bom seria um filmaço, já que todos os seus problemas são óbvios e mostram o quanto a escrita é rasa, como por exemplo a mulher entrar no meio das vidas dos irmãos e destruir sua tranquilidade.

As metáforas que o diretor quer mostrar em Jonathan são tão óbvias que acho que nem dá pra considerá-las metáforas.

Coisas boas do filme: a direção de arte é ótima, mostrando que a vida dos caras é bem normalzona mesmo, apartamento normal para alguém de sua idade e situação financeira; a médica que cuida dos irmãos é a cada vez mais maravilhosa Patricia Clarkson.

E a grande coisa do filme é mostrar que Ansel Elgort não é só um rostinho (e corpinho) bonitinho, o cara segura muito bem o filme com as duas personalidades no mesmo corpo.

Fora tudo o que tem de errado, o filme é até bacaninha.

Pena.

NOTA: 🎬🎬🎬

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