Memória da Dor seria um puta de um filme se o diretor, como dizem por lá, tirasse a cabeça do próprio cu.
É o típico filme ensimesmado, que gira em torno dele mesmo e não se importa com mais nada, quiçá com quem sofre nas mais de 2 h de duração com uma locução off desgraçada.
Memória da Dor é baseado na obra autobiográfica de Marguerite Duras, A Dor, onde a excepcionalmente talentosa atriz Melanie Thierry vive Marguerite, uma escritora renomada à época da Segunda Guerra Mundial quando seu marido Robert, um cara ativo junto com sua esposa pela resistência francesa, é preso pelos nazistas e deportado.
Marguerite, junto com seus companheiros, começam a fazer o que podem e o que não podem para primeiro ter notícias de Robert e depois tentar chegar nele e libertá-lo.
Se esse fosse o roteiro, Memória da Dor seria provavelmente um puta de um filme, com um novo olhar sobre a resistência contra os nazistas, mostrando os franceses entreguistas, mostrando o quanto você precisa ter sangue frio em situações extremas e muito mais.
O problema é que o diretor, o talentoso Emmanuel Finkiel, resolveu colocar de cabo a rabo a voz de Marguerite contando o que vem sentindo a partir de tudo que está acontecendo.
É lindo. No livro.
Todo mundo sabe o quanto isso é irritante em filme.
Primeiro tem cena que ela fala exatamente o que estamos vendo, só que acredito o texto tendo sido tirado ipsis literis do livro, como disse lindo, mas não no filme.
E na maioria dos momentos a locução vai e vai e vai e zzzzzzzz
NOTA: 🎬🎬🎬

