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341/365 LAZZARO FELICE

Toda noite antes de dormir, deitado na cama de pijama xadrez de flanela, eu rezo pra Deusa assim: “oi Deusa, beleza? Por favor, se a Senhora existir mesmo, depois que eu morrer faça eu voltar o Pasolini. Sim, o diretor de cinema italiano, todo zuado, que morreu assassinado. E não precisa mudar nada, não, pode ser eu voltando e vivendo a vida cagada dele mesmo, morrendo na praia e tudo mais. Só que tem que ser igual igual mesmo, não só a morte, mas a vida, o que ele escreveu, o que ele criou, o que ele filmou e o legado todo que ele, ou eu no caso, deixou (ou vou deixar) para as futuras gerações. Valeu Deusa. Amém.”

Se isso der certo, eu, como o Pasolini lá atrás, já que tempo é uma coisa que o homem criou e que pra Deusa e pra outros do nível, não quer dizer nada.

Voltando, quero dizer que o Pasolini é tão fodão mas tão fodão, que por causa dele existe uma diretora como a Alice Rohrwacher que faz um filme tão, mas tão, mas tão absurdo de lindo como Lazzaro Felice.

Se você não conhece tanto assim o Pasolini nem a Alice, assista Lazzaro Felice.

O filme ganhou o prêmio de roteiro em Cannes esse ano e eu garanto, é um dos 10 melhores de 2018.

Lindo, de uma devoção quase religiosa, de uma estranheza surreal, de uma pureza e ingenuidade quase documentais e o com o melhor roteiro do ano mesmo.

Ah, e é da Netflix. Estreou essa semana.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬🎬

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