Sollers Point é o típico filme bom, mas nada genial, que um bando de críticos fico tentando hypar dizendo que é um dos melhores do ano, a pérola escondida de 2018, o filme que ninguém estava esperando assistir esse ano e por aí vão.
É o tipo de coisa que quanto mais eu vejo, mas me irrita.
Típico de jornalista querendo posar de mãe da descoberta, se o truque colar.
A gente vê muito disso por aqui com os jornalistas de cultura pop, tentando hypar uns artistas meia boca fazendo textão sobre como ele não se encaixa em nada.
Sollers Point não é ruim, é um filme niilista, bem cool, quase punk, sobre um cara de 24 anos de idade, desses traficantezinhos meia boca num subúrbio qualquer americano, que acabou de passar um ano trancado e agora está na rua de novo com tornozeleira eletrônica.
O cara vai aos poucos dando as caras, tentando arrumar emprego, tentando se entrosar com o pai, com quem está morando, tentando se aproximar da ex namorada que não quer vê-lo nem pintado de ouro e por aí vai.
Só que, claro, o cara não é “bonzinho” e vai atrás de problema, apesar de parecer um cara tranquilão.
A grande coisa do filme pra mim é o personagem principal Keith, um cara que poderia ser o nosso vizinho com cara de sossegado mas que nem é, muito pelo contrário.
O filme é bem escrito, bem dirigido, com aquela cara de indie americano só que já com um pé no projeto com mais grana.
E isso talvez seja uma das falhas do filme, querer parecer o que não é e acaba por perder sua identidade que seria mais interessante.
NOTA: 🎬🎬🎬

