Ontem a noite foi de ressaca e resolvi relaxar.
Ressaca não do reveillon que foi sussa.
Ressaca de saber e ouvir de longe o que estava acontecendo no coração do Brasil. Não vi, nnao acompanhei, mas a vibe toda foi aquela coisa.
Então fui pra Netflix, procurei o filme mais água com açúcar por lá e achei o anglo-espanhol A Livraria.
O filme é uma belezinha, leve como uma pluma, muito bem dirigido pelo espanhola Isabel Coixet, com um roteiro bom e uma história que em princípio não dá em nada ou não tem muito porquê.
Mas que acaba funcionando, muito pelo elenco absurdo de lindo encabeçado pela ótima Emily Mortmer que leva o filme facinho nas costas, acompanhada de uns coadjuvantes de peso como a linda Patricia Clarkson e o muso inglês Bill Nighy.
O filme conta a história da viúva Florence Green que resolve abrir uma livraria na cidadezinha pataca e sem graça que mora, na costa inglesa.
O que ela não esperava era que a ricona da cidade, (Patricia, finérrima) se incomodasse tanto primeiro porque ela abriu em uma casa antiga e histórica da cidade que estava abandonada.
Depois, e pior ainda, começou a se incomodar com o sucesso da livraria e também com os livros “alternativos” que ela começou a vender, como Lolita do Nabokov.
Essa ricaça reaça vai fazer o que pode e o que consegue para fechar a livraria e acabar com a graça de Florence.
Mas no meio do caminho ela encontra o personagem de Nighy, um ancião recluso, leitor voraz que compra tudo de novo que chega através de Florence e que resolve se unir a ela para combater a ricona.
O filme é um drama bom, não terminou como eu achei que fosse terminar, o que é bom, mas também não diz muito.
Podemos dizer que é um primo irmão de Nunca Te Vi, Sempre Te Amei, o filme de troca de cartas mais legal da história, empatado com Segundas Intenções.
Em A Livraria, o amor pelos livros dá lugar ao amor pelas palavras por meio das cartas trocadas entre Florence e o ancião. E também através das cartas que ela troca com seu advogado, onde acaba com ele em poucas palavras escritas de cada vez.
O único problema do filme é que ele fica muito na superfície, não se aprofunda em nada e tem oportunidades imensas com Florence e a criança que é sua assistente na livraria, mas principalmente no relacionamento dela com o velho recluso.
NOTA: 🎬🎬🎬


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