MELHORES DE 2018: SÉRIES GRINGAS DE TV

Eu tenho assistido cada vez menos séries, em relação ao que eu via no passado.

Muito por causa de trabalho, muito por causa dos filmes que posto aqui todos os dias mas muito porque eu acho que a era de ouro da tv americana tá começando a ficar menos dourada.

Apesar da genialidade de muita coisa que aparece, tem muita porcaria sendo escrita e produzida.

Minhas séries super preferidas de 2018 são:

Homecomig, com a Julia Roberts fazendo uma ficção científica doida e super bem escrita em episódios de 30 minutos para a Amazon. Os caras reinventaram a porra toda. Quando falarem em disrupção na tv em 2018, vão estar falando de Homecoming.

Pose é a série mais fodona e corajosa do ano, contando histórias da comunidade trans de NY nos anos 1980, usando o mundo do ballroom e do Vogue de pano de fundo. Continua sendo a série que eu assisto capítulos aleatórios antes de dormir em dias bons.

Killing Eve talvez seja a série mais bem escrita das que estrearam no ano. Produzida pela BBC e com 2 das melhores personagens femininas do ano, Killing Eve é aquela série que parece caretinha e normalzinha mas na verdade vai te deixando de 4.

A Maldição da Residência Hill da Netflix é a melhor série de terror que vi em muitos anos. E tem o melhor episódio do ano, o clássico episódio 6, o episódio que faz tudo virar de ponta cabeça em qualquer série relevante. E quando a série é sim relevante, como esta, o episódio 6 te deixa sem ar. Recomendo ver e rever.

Succession é uma série da HBO sobre uma família de milionários de NY, tipo os Roberto Marinhos de lá. O patriarca, o seu Roberto, tá morrendo e os filhos e o resto da família entram em parafuso sobre quem vai mandar em quem. O que parecia ser um dramalhão normalzão acaba virando um estudo lindaço sobre o caráter e a filhadaputice humana, regados a sexo e drogas.

Fora essas, eu tenho minhas comédias preferidas que são encabeçadas por The Good Place e Will And Grace que voltou e que não se vá nunca mais.

Depois vem minha outra preferida, A Maravilhosa Mrs. Maisel, um absurdo de boa, com o texto mais retardado de todos, melhor roteiro e melhor direção de arte. Uma aula a quem se acha comediante de stand up.

Mom é uma comédia sobre um bando de mulheres que frequentam o narcóticos anônimos e se ajudam lindamente, o cúmulo da melancolia.

Murphy Brown é a comédia sobre a jornalista que voltou depois de anos para atacar o Trump e que me deixa também feliz e triste ao mesmo tempo.

Blackish continua quebrando tudo, falando de como os negros americanos vão tentando não perder suas referências num país cada vez mais branco. E um dos melhores episódios de 2018 é onde eles homenageiam Prince, com todo elenco cantando suas músicas mais icônicas.

Claws é um absurdo, uma comédia policial sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em um salão de fazer as unhas na Florida, com o melhor elenco principal, todo feminino.

Better Things é meu xodó, onde a melhor de todas Pamela Adlon faz a atriz que cria as 3 filhas adolescentes como pode e como não pode.

As surpresas boas são duas comediazinhas despretensiosas que estrearam há pouco, The Neighbourhood e Happy Together, baseada numa história real que aconteceu com o ex One Direction, Harry Styles, que produz a série: rio muito em todos os episódios.

Frankie and Grace e The Kominsky Method são duas séries que eu gosto muito por serem focadas em personagens principais com mais de 70 anos de idade. É incrível como demorou pros produtores perceberem que os mais velhos são mais interessantes que a molecada.

Bodyguard é a série da BBC sobre um guarda costas noiadaço que esteve em alguma guerra fudida e tem que proteger uma política durona que provavelmente vai ser a nova primeira ministra inglesa. Adivinha o que acontece? Ele é gato (Richard Madden, o Robb Stark de GOT) e ela garfa o fofo. Adivinha o que mais acontece? A gente vê que ele não é tão noiado assim. Ou que a nóia dele faz sentido. Tem na Netflix.

Direto do Canadá, 2 comédias que só melhoram com o tempo e aos poucos vão fazendo uma passagem para o surrealismo: Schitts Creek, onde uma família ultra milionária perde tudo e vai morar no meio do nada, genialmente hilária, com os melhores 4 personagens principais de todos. E Letterkenny, com o personagem principal mais gato e mais talentoso de todos.

Menção Honrosa – The Gong Show, não pelo show em si, mas pela genialidade do Mike Myers criar um personagem para apresentar a série, o anglo-bizarro Tommy Maitland, com as melhores piadas prontas da tv americana.

BAKE OFF BRASIL – meu guilty pleasure, o melhor (quase pior) programa da tv brasileira. A última temporada foi quase um desastre, apesar dos novos apresentadores serem maravilhosos. Mas a direção do programa vem percebendo o que estava errado e o final foi melhor que o início. Torço para que a próxima temporada venha com força total. E reformulação interna total.

E o melhor momento da tv americana do ano:

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