Antes de mais nada, pra situar, Vice é o filme sobre um dos piores homens que já pisaram o chão americano, Dick Cheney, vice presidente de George W. Bush.
Cheney é vivido pelo nosso preferido Christian Bale e já ganhou o Globo de Ouro de melhor ator pelo filme, o que já diz muito sobre o Oscar que vem por aí.
Sim, o cara arrebenta mesmo, engordou toneladas, acertou no sotaque e depois que ele engorda e envelhece, não tem mais como lembrar que era o Bale e não o próprio capiroto.
Aliás, a coisa mais legal do Bale no Globo de Ouro foi ter agradecido satã pela inspiração para o filme, já que o cara, se bobear, é pior que o próprio.
O filme é interessante pra nos mostrar quem foi esse homem mas tem alguns problemas: ele tenta ser engraçadão, talvez pra dar uma relaxada no monte de filhadaputices que vamos assistir; ele tem mais de 2h, e que esse seja o último filme tão longo, chega de palhaçada; e por ter mais de 2 horas, o filme tem mais de 1 hora demais, chato, chato.
As histórias são boas, se você não viveu debaixo de uma pedra nos últimos 30 anos você reconhece tudo e percebe como a mão cagada desse homem esteve por trás de todo absurdo americano.
Mas não precisava mostrar tanto. Com tantos detalhes. Com uma meia dúzia de historinhas absurdas a gente já ia vomitar do mesmo jeito.
Já uma grande coisa do filme é o elenco, encabeçado pelo Bale vem Amy Adams, Sam Rockwell, Steve Carell e um ótimo e versátil Jesse Plemons, esposo da preferida Kirsten Dunst.
Plemons, aliás, é o fio condutor do filme, o “narrador” que olha pra câmera enquanto vai explicando o que estamos prestes e ver, pra deixar o filme mais explanado ainda, mais educativo pra ignorante entender. E seu papel vem com uma brincadeira ótima, uma das coisas boas do filme.
NOTA: 🎬🎬🎬

