13/2019 O CAPITÃO

fotografia linda PB. trilha maravilhosa. ator do Mario. farsa= filme dos trapahões levado a sério, sqn

Finalmente chegou o filme que eu tanto esperava.

Sim, mais um filme de nazista, mas dessa vez mostrando o quanto eles eram burros e atrapalhados e doentes.

Imagina um filme dos trapalhões só que a sério. E de verdade.

O Capitão é baseado em uma história real.

O filme se passa nas duas últimas semanas da Segunda Guerra Mundial, no declínio total do terceiro reich, onde os covardes já estão fugindo e se escondendo e os mais covardes ainda estão perpetrando suas últimas barbáries, antes de serem presos e condenados, como sabemos.

Herold é um soldadinho muito fuleiro, um dos covardes que estão tentando desertar e são perseguidos pela polícia do exército, que é só o que resta para que eles façam.

Por sorte, ou falta de, ele encontra no meio de seu caminho um carro abandonado com as roupas e os “utensílios” de um Capitão nazi.

Como ele não tem nem sapatos para usar, ele as veste, como o que encontra de comida e de repente ele é O Capitão Herold.

E quer o melhor? Todo mundo acredita nele, afinal, ele está vestindo um casaco cheio de condecorações e age como se fosse mesmo um capitão fodão, mesmo que ele tenha cara de um adolescente que acabou de fazer 16 anos de idade.

Pelo caminho ele vai encontrando outros “oficiais” nazis e vai formando o seu exército de brancaleone, só que ao invés da graça italiana, vem a crueldade e a filhadaputice alemã.

Pensar que a história desse filme é real me deixou mais e mais com vontade de rir, apesar de não me conformar com os abusos cometidos por qualquer um que use uma braçadeira com a suástica.

E o grande responsável por isso é o diretor Robert Schwentke que escreveu e conduz o filme da melhor forma possível, fazendo-nos acreditar que tudo aquilo é sério quando na verdade a farsa impera pela história do Didi Mocó do terceiro Reich.

Além disso, outras grandes qualidades do filme: a fotografia em preto e branco a cargo do grande Florian Ballhaus, filho do Michael Ballhaus, o meior diretor de fotografia alemão e o grande colaborador dos melhores anos cinematográficos do Scorcese.

Pra quem como eu achava que a fotografia P&B de Guerra Fria é linda, O Capitão me deixou de boca aberta, queixo caído.

A trilha do filme é moderna e absolutamente eficiente, dando a O Capitão a estranheza mais do que necessária mostrando a que veio.

E a cereja do bolo é o maravilhoso Max Hubacher no papel do iludido Capitão Herold. Max é o nosso Mario, o jogador de futebol gay do melhor filme LGBTQ de 2018.

P.S. o filme é tão doido, mas tão doido que tem até uma orgia com o capitão nazista doido beijando outro cara lindamente.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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