14/2019 RUST CREEK

Rust Creek é mais um filme de jovem donzela que se perde na floresta e é perseguida por 2 caras muito do mal e acaba lutando com todas as suas forças para sobreviver.

Só que Rust Creek foi escrito e dirigido por 2 mulheres que parecem ser mais fortes do que a obviedade de roteiros desse tipo nos fazem crer.

A mulher do filme, Sawyer, se dá mal porque seu google maps a deixa na mão e ela acaba no meio do nada, para a sorte de 2 irmãos caipiras e toscos e, obviamente, muito burros.

A primeira grande coisa do filme é que Sawyer não é uma donzela em perigo e apesar dos pesares, escapa dos seus algozes para cair nas mãos de um outro cara lixo que produz metanfetamina no seu trailer no meio da floresta.

Mas como elas, roteirista e diretora são até que românticas, o traficante não é de todo mal, ao que parece.

Rust Creek está aí para quebrar estereótipos, o que é ótimo.

O que me irritou é que o filme acaba sendo empoderado demais, quase esquecendo a que veio.

A violência do filme acaba ficando em segundo plano e isso implica demais no enredo.

Rust Creek seria mais interessante se Sawyer não fosse transformada numa quase super heroína.

O filme está longe de ser uma fantasia e, apesar dos vilões do filme serem ignorantes, a vantagem deles é inevitável.

Não foi desta vez ainda.

NOTA: 🎬🎬1/2

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