Rust Creek é mais um filme de jovem donzela que se perde na floresta e é perseguida por 2 caras muito do mal e acaba lutando com todas as suas forças para sobreviver.
Só que Rust Creek foi escrito e dirigido por 2 mulheres que parecem ser mais fortes do que a obviedade de roteiros desse tipo nos fazem crer.
A mulher do filme, Sawyer, se dá mal porque seu google maps a deixa na mão e ela acaba no meio do nada, para a sorte de 2 irmãos caipiras e toscos e, obviamente, muito burros.
A primeira grande coisa do filme é que Sawyer não é uma donzela em perigo e apesar dos pesares, escapa dos seus algozes para cair nas mãos de um outro cara lixo que produz metanfetamina no seu trailer no meio da floresta.
Mas como elas, roteirista e diretora são até que românticas, o traficante não é de todo mal, ao que parece.
Rust Creek está aí para quebrar estereótipos, o que é ótimo.
O que me irritou é que o filme acaba sendo empoderado demais, quase esquecendo a que veio.
A violência do filme acaba ficando em segundo plano e isso implica demais no enredo.
Rust Creek seria mais interessante se Sawyer não fosse transformada numa quase super heroína.
O filme está longe de ser uma fantasia e, apesar dos vilões do filme serem ignorantes, a vantagem deles é inevitável.
Não foi desta vez ainda.
NOTA: 🎬🎬1/2

