Vamos falar de Rosamund Pike e de como essa atriz, em Uma Guerra Pessoal, cria uma personagem em um nível que só a Olivia Colman em A Favorita chegou esse ano no cinema.
Não, nem a Glenn Close chega perto do que essas duas fizeram. E com um adicional: o filme da Glenn, A Esposa, é um dos piores filmes do ano, já os outros 2 citados são filmes de nota máxima.
Da Olivia eu já falei um monte aqui.
Agora é a vez da Rosamund. Ela vive a jornalista americana Marie Colvin, uma das maiores correspondentes de guerra da história do jornalismo mundial.
Marie ficava tão à vontade nos salões da alta sociedade que adoravam premiá-la, quanto em meio a bombardeios na Síria ou entrevistando Gaddafi na Líbia e colocando o ditador na parede acusando-o olhando em seus olhos.
Marie era forte, obstinada, tinha tudo em sua mochila quando em campo e não se sentia intimidada por ninguém, saindo sempre da melhor forma possível das situações mais extremas que ela passava.
Rosamund Pike é uma das atrizes mais finas e elegantes de Hollywood, o oposto de Marie, que era bruta e desajeitada.
E Rosamund se transforma em Marie Colvin, não só com o sotaque mas também fisicamente falando.
Em nenhum momento do filme você olha e pensa: essa Rosamund é boa mesmo, olha como ela anda torto, olho que grosseirona.
O tempo inteiro você enxerga Marie, a fodona fazendo o que tem que ser feito pela notícia, dando a cara a bater e peitando soldados, extremistas pelo mundo.
O filme é dirigido por Matthew Heineman, documentarista fodão americano que nos deu City Of Ghosts, que eu amo tanto e já falei aqui.
O cara conhece guerra, sabe filmar e entrega bem demais.
Uma Guerra Pessoal é um filme esnobado pelas premiações gringas e eu não consigo entender a razão.
Se não por nada, Rosamund deveria ser bajulada e amada por sua Marie Colvin, o que não é pouco.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬


Um pensamento sobre “28/2019 UMA GUERRA PESSOAL”