38/2019 DIS

Eu fui assistir Dis porque li que o filme era sobre um monstro que fazia o que fosse necessário para cultivar a sua plantação de mandrágora.

Pra quem não sabe, diz a lenda que a mandrágora nasce sempre embaixo dos enforcados por causa de seus fluídos corporais que irrigam o solo.

Em Dis, o tal monstro que poderia ser um primo pobre dos cenobitas, faz o que pode para conseguir tais fluídos.

O filme começa já com os 2 pés no peito, com o monstro masturbando uma mulher presa, acorrentada, até que ela goza e ele corta sua garganta misturando o sangue ao gozo.

E lá vai o monstro regar seu jardim.

Punk, né?

Mas só.

Dis acaba sendo um filme sem história, meio que um terror cabeça artsy com pretensão de ser cult, provocador e entrar pra uma lista de filmes extremos.

Não adianta colocar no filme mutilação, estupro, sangue, porra, medinho, medão se nada tem um porquê.

Ou pior, se o porquê não funciona.

O problema é que quando alguém faz um filme com essas pretensões e esquece do básico de cinema, nada disso se realiza.

Muito menos o filme.

Dis tem até uma iconografia que poderia ser interessante, uma mistura de S&M de butique com rituais do mal. Também de butique.

Resumindo: errou feio, errou na mosca.

NOTA: 🎬

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