Antes de mais nada queria dizer o quanto eu ainda estou chocado por nunca ter assistido esse filme.
Choque dois é o quanto esse filme é meia boca e não chega aos pés da genialidade de Graham Chapman, o personagem deste documentário, o “Monty Python” gay e doidão.
Começando com uns elogios, A Autobiografia de um Mentiroso é lindo, composto de vários quadros baseados na leitura do próprio Graham de sua autobiografia e animados brilhantemente.
Mas isso é só o que dá pra elogiar.
O filme parece inacabado. Ou pior, parece mal acabado.
Falta foco, direção, edição.
Não me conformo que alguém achou que só animar umas passagens mais chocantes do filme e depois editar tudo junto daria um bom filme.
O foco nos pais de Graham é incompreensível. Tanta historinha de sua adolescência e infância e uma só se salva, e olhe lá.
Outra coisa incompreensível é que só usam uma meia dúzia de cenas reais com Graham, seja em entrevistas ou em bastidor de filmes e de tv. A quantidade de material bom que deve existir desse cara deve ser praticamente infinita e os responsáveis pelo filme deixaram mais isso se perder.
Quem gosta de Monty Python, ou pior, quem só viu alguns de seus filmes, deve assistir esse documentário e se perguntar como podem ter produzido material tão sem graça.
Ah, esqueci de avisar, as animações nada tem a ver com as lindas e já clássicas que Terry Gilliam produzia quando diretor dos Python’s.
Nem isso.
NOTA: 🎬🎬1/2

