Eu gosto da Nicole Kidman porque ela arrisca.
Nem sempre acerta, mas arrisca.
Em O Peso do Passado ela arriscou e acertou.
Sua personagem Erin é uma das melhores e mais complexas de sua carreira, uma policial que se infiltra em uma gangue bem do mal com resultados não menos que trágicos pra ela.
E não, isso não é spoiler.
O filme começar anos depois, com Erin detonada pelo tempo (e pela bebida e pelas drogas e …) tentando dar um rumo em sua vida.
Na verdade, tentando recolher os cacos espalhados, com um ex compreensível, uma filha de 16 anos à sua imagem, semelhança para o bem e para o mal e daí pra baixo.
Apesar do filme focar na presente, o interessante dramaticamente é o passado, onde a Erin mais jovem e lá metida com os bandidos se apaixona por outro policial vivido pelo nosso preferido Sebastian Stan, melhor que nunca e se mostrando um puta ator, pau pra toda obra.
Se focasse naquele passado, O Peso do Passado seria outro filme, bem melhor do que é, apesar dos bons atores e bons personagens.
O problema é que o presente (ou o futuro) de Erin é chato, a discussão dramática dela é besta e sem graça.
A diretora Karyn Kusama errou mais uma vez, uma pena, porque esse filme tinha tudo para tirá-la da mediocridade indie (e aqui eu falo em mediocridade como alguém no meio, na média, que se pensar bem não é tão ruim, mas que também não é bom).
NOTA: 🎬🎬🎬

