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49/2019 MUSEU

Antes de mais nada queria dizer que eu não sou dos maiores fãs do Gael Garcia Bernal e de sua cara de bobo, apesar de até achar que de vez em quando ele acerta, como em Mozart In The Jungle, a série que ele faz um maestro meio bobo.

Museu é um filme mexicano que conta a história de uma das grandes lendas daquele país, o roubo que sofreu o Museu de Antropologia da cidade do México nos anos 1970’s.

Um parêntese, esse museu é um dos lugares mais maravilhosos que eu já fui na vida, gigante, rico rico rico de artefatos e história, daqueles lugares nível Louvre em deixar de queixo caído.

Pois bem, logo que o Museu foi inaugurado, uma dupla de moleques lá entrou no meio da noite e roubou quase 200 artefatos valiosíssimos (sim, eles eram bem jovens e esse já é um problema do filme, com o Gael nada jovenzinho, mas entendo, o fato de tê-lo no filme é uma forma de conseguir dinheiro quase fácil para produzir).

Na noite de Natal.

Os caras saíram da ceia, roubaram e voltaram para as casas de suas famílias.

Coisa de gênio, sendo que nenhum dos dois pareciam ser tão geniais assim.

Mas os caras foram lá, entraram, criaram uma forma absurda para abrir as “caixas de vidro” onde as jóias e os artefatos estavam, roubaram, fugiram e pronto.

Ingênuos que era, acharam que a coisa mais fácil do mundo seria vender as coisas que roubaram, principalmente uma máscara de âmbar maravilhosa de um rei maia.

Claro que as coisas não saíram como eles esperavam exatamente. E como um deles fala no filme, se eles forem contar essa história, que não contem a real, porque seria muito sem graça.

Mas o filme não tem nada de sem graça, graças ao diretor Alonso Ruizpalacios que também escreveu o roteiro e faz o que quer e o que não quer para contar a tal história sem graça dos dois ladrões também sem graça.

O cara delira, viaja, chegando a pontos de surrealismo em um filme contando uma história real. E isso é uma puta lição para quem faz arte: se a história que você quer contar é besta, que a conte de uma forma tal que a torne uma história que seja interessante de ser contada.

Junto com um diretor de fotografia super inspirado, Ruizpalacios injeta tanta sequência peculiar em Museu que eu ouso dizer que ele é um primo distante do grego Yorgos doidão Lanthimos.

Sim, Museu é um filme sobre um roubo absurdo a um museu gigante. Mas não espere nada parecido com a genialidade de roteiro e ideias mirabolantes de um Onze Homens ou de um Italian Job.

Como o filme é baseado na vida real, as coisas nessa tal vida são bem mais entediantes que o cinema, por isso que a gente assiste tanto filme.

O filme é tão mas tão vida real que as cenas dos 2 com suas famílias no início são tão “familiares” que parece que é sobre cada uma de nossas famílias mesmo, com grosserias amorosas, brigas bestas, povo gritando, tio mala, pai severo e por aí vai.

Resumindo, o filme é ótimo e seria melhor ainda se a história não fosse como foi.

E se o Bernal fosse 10 anos mais novo.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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