De vez em quando aparecem uns filmes (pretensiosos de uns diretores também pretensiosos) que querem reinventar a roda, ou reinventar um gênero (né, Tarantino?).
O Mundo É Seu não é um desses filmes.
Nem seu diretor, Romain Gavras um desses pretensiosos.
Mas O Mundo É Seu é um filmaço que até seu final, me deixou sem saber pra que lado ia. E isso é saber brincar com o cinema.
O filme é uma comédia policial, muito típica no cinema francês da época da Nouvelle Vague, que se contrapunha a esse movimento mais cabeça.
Neste filme, Gavras amealha o melhor elenco que ele poderia e conta a história de bandidinhos bem fuleiros tentando dar o passo maior que as pernas.
Só que imagina tudo isso bem caricato, bem engraçado, com uma estética detalhadamente picareta mas com um ótimo roteiro e muito, mas muito bem filmado.
E pra melhorar tudo, o filme é co-estrelado pela musa das musas, a melhor de todas, a Deusa Isabelle Adjani, como a mãe picaretaça do personagem principal, um vendedorzinho de maconha de subúrbio. (E sim, ela é a melhor coisa do filme.)
Sua mãe doidona roubou seus 80 mil euros que ele poupou para se mudar para o Marrocos e gastou em jogatinas.
Agora ele precisa fazer uma transação de drogas da Espanha para a França sem ter a menos condição disso.
Para piorar, ele tem a ajuda de seu braço direito que acredita nos Illuminati (um Vincent Cassel perfeito, como a muito não via), uma namorada assistente e mais picareta que sua mãe e 2 maconheiros perdidos.
Lá vão eles para a Espanha comprar milhares de euros em cocaína.
Dá certo?
Adivinha!
O filme é tão caricato, tão absurdo que eu passei o tempo todo esperando começar a guerra de torta na cara. E teria sido ótimo se tivesse rolado.
Mas não se deixe enganar, o filme é sobre patetas caricatos, mas é violento também.
Não rola torta na cara nem tiro de revólver que sai bandeirinha de BANG!
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

