69/2019 CANARIES

Cinema é foda, mas de vez em quando o marketing que se faz dos filmes é mais foda ainda.

Canaries é vendido assim: “em uma festa de ano novo no País de Gales, um DJ famoso e seus amigos enfrentam ets do mal viajantes do tempo.

Porra, que puta ideia, ets que viajam no tempo e não são “phone home”, tô dentro.

Besta eu.

Canaries é tudo isso, só que imagina se isso fosse um curta metragem de conclusão de curso de um aluno de cinema muito, mas muito sem talento só que com uma auto estima gigante.

Tão gigante que ele resolve transformar o curta em um longa, porque já que tá por ali, vamos.

E esse é o filme exatamente, uma festa de ano novo totalmente fracassada porque, primeiro, só tem 6 pessoas contando com o dj que toca com o iphone, porque eles não tinham dinheiro pra alugar equipamento.

Olha a pobreza, porque isso não faz diferença no roteiro, acho que é vida real mesmo, economizaram pra comprar torta pro jantar, provavelmente.

No meio da noite uns discos voadores ficam sobre o lugar da festa e ets do mal começam a matar todo mundo, do nada.

Daí você descobre que ele vieram do futuro. E do passado.

Só que tudo isso é vigiado por uma agência secreta americana, tipo um X-Files da vida, mas como eles são super secretos e não tem dinheiro do governo, eles se encontram em um salão de hotel e tem um computador e um projetor com uma tela tosca onde enxergam a invasão dos ets.

E o pior, o celular dos caras não funciona na tal sala de reunião.

É uma porcaria atrás da outra.

Eu juro que assisti o filme até o final porque fiquei muito intrigado de como terminaria e para minha surpresa, o final é a coisa mais sensata de um filme sem pé nem cabeça. Mas isso não quer dizer que salve Canaries, muito pelo contrário.

NOTA: 1/2🎬

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