85/2019 MADEMOISELLE PARADIS

Mais uma daquelas cinebiografias que aparecem do nada sobre personagens maravilhosas.

Desta vez é Maria Theresia von Paradis, Mademoiselle Paradis, uma pianista virtuosa vienense que viveu no século 18.

Ela era tão mas tão boa que recebia uma bolsa da rainha.

E foi com essa bolsa que seus pais a mandaram para ser tratada por um médico que disse poder recuperar sua visão com seus métodos pouco ortodoxos.

O que acabou acontecendo de verdade.

Eu achei que o filme fosse contar uma história bizarra de abuso ou sei lá do quê, mas não. O médico era fodão mesmo. E claro, mal visto por seus colegas.

Mas nenhuma história da vida real é linda e tudo rola às mil maravilhas e a vida de Paradis teve uma reviravolta absolutamente inesperada.

À medida que a pianista foi retomando a visão e ficando feliz principalmente pela possibilidade de ter uma vida “normal” com suas amigas e não mais ser vista como uma aberração pelos rapazes da corte.

Paradis foi ganhando vida, enxergando as coisas e as cores e as pessoas mas foi perdendo a sua habilidade como pianista.

Ela dizia que ao ver seus dedos nas teclas do piano, ela se perdia ao prestar atenção e lá ia sua técnica, seu virtuosismo.

O filme da diretora Barbara Albert é fino e sutil e preciso o suficiente para nos mostrar todas as nuances de Paradis, de como ela vai se transformando enquanto a história vai passando e fluindo.

E claro, muito disso se deve à ótima atriz romena Maria-Victoria Dragus, que se transforma durante o filme e só melhora desde que eu a vi pela primeira vez em Graduação.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

Leave a Reply