Já falei aqui do maravilhoso documentário RBG sobre a juíza da Suprema Corte Americana, Ruth Bader Ginsburg e da sua importância na mudança do sistema jurídico americano em relação aos casos de discriminação de gênero que depois abriu caminho para todo tipo de discriminação, principalmente a racial.
Enquanto o documentário, indicado ao Oscar inclusive, mostra o quanto Ruth virou quase uma pop star e como o início de sua carreira foi complicado, mostrando seu nível de complexidade, Suprema conta sua história mas mostrando o quanto ela é quase uma santa, perfeita, a gênia que ninguém enxergava, além de seu marido.
Óbvio que Ruth não era essa perfeição, boazinha, que dava a outra face, que aceitava calada, que vivia como uma dona de casa subestimada e que um dia conseguiu mostrar o quanto suas ideias eram fundamentais.
Felicity Jones é uma grande atriz mas no papel de RBG me deixou a desejar. Sua carinha fofinha atrapalha, falta uma chacoalhada.
E o pior, seu marido é vivido pelo deus grego Armie Hammer, que nunca seria um advogado tributarista ou qualquer coisa que o valha.
O problema do filme é Mimi Leder, uma diretora americana que não faz um filme bom, não acerta nunca e continua filmando sem parar.
E o pior, as personagens femininas de seus filmes são sempre insípidas.
Suprema é um filme feito de clichês de cinema, ao invés de cenas de uma vida real, de uma história que está se tornando cada vez mais conhecida.
Parece que é um filme baseado em uma adaptação de série de tv de comédia dos anos 1960, baseada num drama real que teve que ser adaptado para um público bunda mole que não entenderia a profundidade da história.
Apesar de tudo, para quem ainda não conhece RBG, vale a pena ver.
NOTA: 🎬🎬1/2

