A Revolução Silenciosa é um daqueles filmes que ao final eu me pergunto “onde está esse diretor pra eu beijar seus pés?”.
O alemão Lars Kraume não tira leite de pedra, muito pelo contrário. Baseado em uma história real absurda, ele escreveu um roteiro que beira a perfeição, escolheu um elenco incrível para viver os personagens reais de uma história pequena e que parece ser um épico.
Em 1956, antes da construção do muro de Berlim, com a Europa ainda sem saber como se adaptar à separação de ocidente e oriente proposta no fim da Segunda Guerra Mundial, com a mão pesada do comunismo governando países ainda traumatizados, a Hungria começa uma revolução para fugir das garras stalinistas e uns estudantes da Alemanha Oriental fazem um minuto de silêncio pelas vítimas e tem suas vidas viradas de ponta cabeça.
Claro que a gente conhece a história do quanto os países da Europa Oriental sofreram sob o julgo da União Soviética, mas enxergar isso sob um ponto de vista de microcosmo, em uma historinha que tendo realmente acontecido e em princípio de pouca importância, em uma cidadezinha no interior do país, em uma classe de nem 20 alunos mas que representam o geral, é de uma lindeza absurda.
As consequências naqueles tempos foram sempre tão desproporcionais que ainda nos deixam chocados.
Tudo culpa do diretor Kraume. O cara é bom demais.
A administração mão de ferro não se conforma que uns alunos prestem homenagem ao proletariado socialista que vai contra o deus comunista, tudo contra o fascismo e o nazismo inerente alemão.
O roteiro é tão lindo, explica tudo tão bem que o filme deveria ter umas sessões em repartições de Brasília em uma sessão matutina por lá, pra ver se os caras entendem as diferenças entre nazismo, comunismo, socialismo e daí pra frente.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

