O Tradutor talvez seja o filme mais bizarro que eu tenha assistido ultimamente.
O filme cubano conta uma história real de um cubano que virou tradutor de um grupo de meninos russos que sofreram com a radiação de Chernobil e foram se tratar em Cuba, porque como todo mundo sabe menos o nosso presidente Biroliro, a medicina cubana não é de se jogar fora. Blink blink.
O filme é dirigido por 2 irmãos, os 2 filhos do tal tradutor, então parece uma grande homenagem ao pai.
E o pai, o cara que começa titubeante este trabalho de tradutor e o termina com lágrimas nos olhos, é vivido por Rodrigo Santoro.
Desde Bicho de Sete Cabeças, provavelmente, que Santoro não é ator principal de um filme com um personagem tão forte e marcante.
E provavelmente não porque ele quis, mas sim porque ele tem galgado uma carreira internacional, primeiro com papeis bem pequenos em filmes grandes e duvidosos, como o surfista de As Panteras até que esses personagens fossem crescendo em importância nos filmes, mas nunca mais que aquele coadjuvante bonito e sem muita força no roteiro.
E isso me intrigava muito, porque ninguém demora tanto para chegar a filmes mais importantes com papeis mais relevantes.
O Tradutor explica muito bem o motivo: Rodrigo Santoro não é um ótimo ator.
O cara é bonito, talentoso claro, cm uma presença física impressionante, mas não é um grande ator.
O cara segura esse filme cubano no limite e em uma história tão emocionante e tão edificante, não me deixou arrepiado nenhum momento sequer.
Portanto, quem vinha esperando o nosso (hehehe) Rodrigo Santoro estrelando grandes filmes de Hollywood, pode tirar seu cavalinho da chuva, até porque ele já deve ter tirado o dele.
Mas claro que O Tradutor não é ruim só por causa de Santoro.
O filme de superação que deveria ser super emocionante, tem um roteiro de novela e é dirigido por 2 caras que não sabem exatamente o que estão fazendo lá, a não ser repetir cacoetes sem graça de cinema.
NOTA: 🎬🎬

