The Wind é um filme que se tivesse sido lançado no início de 2018 as desesperadas estariam gritando dizendo que é um pós terror.
Tá, eu caí nessa também, bem loka.
The Wind é um terror no faroeste, um indie baratíssimo, com um roteiro bom e uma personagem principal que carrega o filme nas costas de sua atriz, Caitlyn Gerard, que provavelmente vira grande depois desse filme.
The Wind conta a história de Lizzy, uma imigrante alemã casada com um cowboy americano e com ele mora no meio do nada, literalmente, tendo por vizinho somente o vento, que não para.
A solidão é cruel, não ter com quem falar e conviver, a não ser seu marido, pode ser mais cruel ainda. Para piorar a situação, eles acabaram de perder um filho no parto, porque, claro, estavam em casa, longe de tudo, sem ajuda, ou foi o que concluí.
Eis que um casal se muda para a única casa que existe por perto e logo eles tentam se aproximar e formar um laço de amizade que seria mais que bem vindo.
Só que Emma, sua vizinha, se interessa mais pelo marido de Lizzy do que pela amiga.
The Wind é um filme cheio de clichês dos faroestes. Levados aos extremos.
O filme trata de solidão, de isolamento, de adaptação.
Mas principalmente trata de paranoia, de depressão pós parto, de inveja, de alucinações, mas tudo com um viés feminino, nada do que esperamos em um faroeste.
Além disso tudo tem religião, lá no século 19, esse povo vivia em função do que os pastores lhes diziam, temiam Deus mas temiam mais ainda o diabo. E todos os demônios que o ajudavam.
A iconografia religiosa do filme é bem boa, até com um livrinho que é um guia de demônios maravilhoso, que se bobear terá uma versão brasileira ainda este ano.
Brincadeira, mas eu não estranharia se logo começarem a distribuir um guia desses por aqui. Afinal, voltemos no tempo, né.
Pra terminar, Th Wind é bem bacana, bem filmado, muito bem dirigido, com a atriz perfeita para o filme mas com um roteiro que poderia ser menos previsível.
NOTA: 🎬🎬🎬1/2


Um pensamento sobre “106/2019 THE WIND”