Daddy Issues é um daqueles filmes que em princípio parecem ser bem ruins e que mesmo assim você não consegue parar de assistir.
E pior, aos poucos ele vai se mostrando interessante, pro meu choque.
O filme conta a história de uma garota toda cor de rosa, fofa, ilustradora, lésbica, a pós adolescente que ainda mora com os pais, não faz nada na vida a não ser viver no instagram e fica exigindo que eles os mandem estudar artes na Itália.
Ele é apaixonadinha, também via instagram, por uma menina que não conhece e pelas fotos acaba estalqueando até que se encontram e acaba rolando delas ficarem juntas.
Só que essa menina, um pouco mais velha, mais punkzinha, mais sexy é o oposto da fofa: ela tem seu apartamento, é designer de roupas e tem um amante onde faz o papel de menina novinha de roupinha de criança enquanto o cara, doido de heroína, faz o que quer com ela, em troca de uma boladinha todo mês.
As duas juntas funcionam, extremas de um mesmo espectro elas se completam e descobrem que uma é exatamente o que falta na outra.
O problema todo é quando descobrem que elas tem um elo que nenhuma delas queria: o sugar daddy junkie de uma é o pai biológico da outra.
Daddy Issues é fofinho e esse é seu pior erro.
Com tanta possibilidade de se aprofundar no lado mais dark e errado de tanto personagem propício, a diretora Amara Cash se segura e nos entrega o filme fofinho cor de rosa que vimos desde o início, não fazendo nem coceguinha e nem diferença nos tão bons filmes LGBTQs produzidos hoje em dia.
Apesar de ser razoável, a mistura de algodão doce com BDSM é uma oportunidade enorme jogada fora por uma diretora que tenta ousar e se mostra desconfortável em seu “walk on the wild side’.
NOTA: 🎬🎬1/2

