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123/2019 MISS BALA

Eu gosto muito da Gina Rodriguez.

Esses dias passados eu até falei bem de um filme dela e fui detonado, principalmente pela minha filha.

Comecei gostar bem dela em Jane, A Virgem, acho que foi quando ela realmente apareceu pro povão, digo eu.

Depois ela fez umas aparições não muito grandes em filmes, inclusive em um dos meus preferidos do ano passado, Aniquilação.

Miss Bala era o filme perfeito pra ela ser catapultada a estrela.

Se Miss Bala não fosse uma grande porcaria.

O filme conta a história de Gloria, uma maquiadora mexicana, que mora nos EUA onde foi criada. Ela volta para Tijuana, sua cidade natal, para ajudar sua melhor amiga, Suzu, a participar do concurso de Miss Baja California.

O probleminha é que na primeira noite na cidade, as 2 vão à festa do concurso em uma boate e a merda explode: uma gangue entra escondida no lugar, atira pra tudo quanto é lado, tentando matar o dono do concurso, um delegado fodão da cidade.

Gloria foge de um lado, sua amiga vai para outro e some.

Gloria faz de tudo para tentar achar sua amiga, indo direto à polícia dizendo que viu os rostos dos caras da gangue e, obviamente, a polícia tá junto dos bandidos, eles chegam e levam Gloria para participar de suas “desventuras em série” pela cidade.

Até aí tudo bem, uma história besta de amiga desesperada tentando salvar a outra e se envolve com quem não devia, mas tudo pela amizade.

O problema é que a partir daí a parada vira inacreditavelmente mentirosa e impossível e cara-de-paumente idiota.

A gangue mais desgraçada da cidade mais desgraçada trata a fofa super bem: ninguém bate nela, ninguém estupra, ela faz exigências, dão roupa pra ela, ninguém tatua a mão dela e ela linda e morena fugindo pelas janelas dos lugares para ser pega horas depois.

Miss Bala poderia ser fodão se a personagem de Gloria se fudesse de verdade, apanhasse e crescesse por procurar sua amiga e por vingança de quem a levou. Mas ela de repente é uma expert em armas, foge de tiroteios sem que ninguém atire nela, salva o chefão de um massacre da forma mais idiota possível.

Imaginei a fofa da Gina lendo o roteiro e dizendo pra diretora Catherine Hardwick: “não, isso é muito violento, Gloria tem que ser empoderada, tem que ser independente dos homens, tem que ter coragem para bater de frente com traficantes assassinos”.

O que tem me irritado hoje em dia é que todo mundo mesmo pensa que todo mundo pode tudo. E fim.

Não é verdade, gente. Uma mina de 1 metro e meio de altura não consegue sair viva andando do meio de um tiroteio de uma gangue mexicana com a swat.

Uma maquiadora fofa não sai matando a torto e a direito em outro tiroteio e não leva nenhum tiro, ou pior, ninguém nem chega perto dela.

Miss Bala era pra ser um filme chicano violento com uma história boa de truque de síndrome de estocolmo e mais parece uma novela mexicana feita por um canal bunda mole evangélico.

Vingança é um prato melhor servido por quem sabe cozinhar.

NOTA: 🎬1/2

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