Que o Banksy é um dos artistas mais fodões de todos os tempos, não se tem dúvida.
E não só pela arte que ele produz, mas também e se bobear, principalmente, pelo fato de ninguém saber que é Banksy.
Em 2007 ele foi com sua equipe para Belém, na Palestina, onde Jesus nasceu e por lá produziu e deixou pelos muros da cidade um monte de murais e obras diversas.
O que rolou é que um taxista, que trabalhava para um milionário de lá, se juntou a outras pessoas e cortaram um dos muros para vendê-lo no eBay.
Sim, o que a gente sempre pensou, pelo menos eu sempre pensei, que se desse de cara com um Banksy num muro eu adoraria cortar o muro e levar pra casa.
O foda é que não foi qualquer muro.
Os caras escolheram uma imagem que o povo palestino achou que fosse totalmente desabonadora: a de um soldado judeu olhando os documentos de um burro.
Bem punk, né?
O taxista e sua turma resolveu tirar a imagem e ganhar um dinheiro com ela por se sentirem bem ofendidos pelo artista inglês.
É o cúmulo do secular com o que há de mais contemporâneo em relação a arte.
O Homem Que Roubou Banksy começa como um documentário que conta essa história bizarra que só melhora depois que o muro é tirado da parede.
Ele vai parar em casas de leilões e a partir daí descobre-se que existe um mercado clandestino de muros roubados mundo a fora.
Se isso tudo não é motivo suficiente para que você assista esse filme, O Homem que Roubou Banksy tem outro detalhe: o documentário é narrado pelo Iggy Pop.
NOTA: 🎬🎬🎬

