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129/2019 O HOMEM QUE ROUBOU BANKSY

Que o Banksy é um dos artistas mais fodões de todos os tempos, não se tem dúvida.

E não só pela arte que ele produz, mas também e se bobear, principalmente, pelo fato de ninguém saber que é Banksy.

Em 2007 ele foi com sua equipe para Belém, na Palestina, onde Jesus nasceu e por lá produziu e deixou pelos muros da cidade um monte de murais e obras diversas.

O que rolou é que um taxista, que trabalhava para um milionário de lá, se juntou a outras pessoas e cortaram um dos muros para vendê-lo no eBay.

O muro ainda em pé.

Sim, o que a gente sempre pensou, pelo menos eu sempre pensei, que se desse de cara com um Banksy num muro eu adoraria cortar o muro e levar pra casa.

O foda é que não foi qualquer muro.

Os caras escolheram uma imagem que o povo palestino achou que fosse totalmente desabonadora: a de um soldado judeu olhando os documentos de um burro.

Bem punk, né?

O taxista e sua turma resolveu tirar a imagem e ganhar um dinheiro com ela por se sentirem bem ofendidos pelo artista inglês.

É o cúmulo do secular com o que há de mais contemporâneo em relação a arte.

O Homem Que Roubou Banksy começa como um documentário que conta essa história bizarra que só melhora depois que o muro é tirado da parede.

Ele vai parar em casas de leilões e a partir daí descobre-se que existe um mercado clandestino de muros roubados mundo a fora.

Se isso tudo não é motivo suficiente para que você assista esse filme, O Homem que Roubou Banksy tem outro detalhe: o documentário é narrado pelo Iggy Pop.

NOTA: 🎬🎬🎬

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