147/2019 EXTREMELY WICKED, SHOCKINGLY EVIL AND VILE

Já faz uns bons dias que assisti Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile, a biografia de Ted Bundy, um dos piores serial killers americanos.

O filme estrelado pelo galã Zac Efron e produzido pela Netflix, estreou nos EUA no início de maio e eu estava esperando ele estrear por aqui para indicar.

Primeiro disseram que estrearia em novembro, agora li que não vai mais passar na América Latina, não se sabe a razão. (oi Netflix, libera pra gente)

Antes de mais nada, é bem fácil achar o filme nas plataformas alternativas e garanto que vale a pena ser visto.

A única coisa que me irrita muito no filme é o papinho furado marketeiro do diretor de que o filme não sensacionaliza Bundy, o serial killer bonitão, vivido pelo ator bonitão.

Ted Bundy foi o cara que décadas atrás foi deixando um rastro de sangue por onde passava.

E sim, ele era bonitão, adorava aparecer na televisão, era esperto, inteligente mas também um canalha, assassino cruel.

Outro papo furado é que sua história no filme é contada através das lembranças de uma namorada Elizabeth (vivida pela Lily Collins, a filha do Phill, aquele do Genesis sim, ela cada vez melhor).

Não sei como, mas ela teve a maior sorte de todos, porque viveu por anos com Ted. Com uma filha pequena, depois adolescente vivendo com eles, mãe e filha seriam as vítimas perfeitas para o assassino.

Bom, o filme não é contado através das lembranças dela, já que o foco sim é em Ted e suas peripécias desgraçadas.

O filme dá uma grande importância a Elizabeth que mesmo com todas as evidências não queria acreditar que seu amor fosse aquele monstro.

O diretor Joe Berlinger vem de clássicos do documentário americano como a trilogia Paradise Lost e usando esse know how invejável, criou um documetário seriado sobre Bundy, Conversations with a Killer disponível na Netflix, que acaba sendo bem melhor que este filme.

O casal principal, Lilly e Zac estão ótimos em seus papeis, ela como a moça em apuros sem saber e ele como o assassino cruel narcisista que tenta (e por tempos consegue) dar um baile na polícia negando até o final ser culpado de tudo o que lhe acusavam.

O problema do filme é o foco errado, já que não tinha como fazer um filme sobre um cara tão do mal e que nos dias de hoje teria sido um “influencer”, por exemplo, sem fazê-lo parecer lindo, gostoso e interessante.

P.S.: o diretor fez vários clipes do Metallica e para quem é fã, James Hatfield faz uma ponta no filme como um policial.

NOTA: 🎬🎬1/2

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