Estive em crise esses dias pensando que não tinha nenhum filme bom pra assistir, essa entre safra é um saco, todo ano a mesma coisa.
Quer dizer, até tem filme bom, mas nada que tenha sido lançado recentemente. Tô com vários filmes do início do ano, do final do ano passado, mas tava querendo uma novidade das boas pra indicar.
Eis que me aparece Zoo!
Filme legal demais.
Quanto mais filme de zumbis e fim do mundo eu vejo, mais eu gosto porque sempre tem uma reviravolta inesperada e bem boa.
Zoo tem mais que isso.
O filme começa com um casal super em crise, se encontrando em casa a noite depois que ele chega do trabalho. Eles mal se falam, mal se olham, se trombam e o mau humor e o climão são de cortar com uma faquinha de rocambole.
Ele vai dormir, ela tenta dizer que quer o divórcio, mas o tédio é tão grande que nem isso ela consegue.
Ao acordarem na manhã seguinte com um estrondo, surpresa: os zumbis chegaram e tomaram conta de tudo.
A tv não transmite mais, a comida deles é bem pouca, o fim do relacionamento vai ter que dar um tempo porque o fim do mundo é mais importante e lá vai o casal, treinando para o ataque, saindo pelo prédio onde moram procurando por portas abertas para tentar pegar comida e o que acharem e entre um polichinelo e um saco cheio de vodka, eles assistem filmes em VHS.
Salvar um casamento já é complicado, imagine tentar salvar durante um apocalipse zumbi. Muito bom!
Contar mais que isso estragaria todas as surpresas de Zoo, que são várias.
Zoo é um filme de zumbi mas é também um drama, uma comédia romântica estranha e obviamente um terror bem violento.
E o melhor disso tudo é que apesar desse monte de ideias, o roteiro é muito bem escrito e faz com que todos esses adjetivos funcionem muito bem, principalmente pelos 2 protagonistas que são muito bem criados e desenvolvidos.
Todos os créditos vão para o roteirista e diretor sueco Antonio Tublen que não só escreve bem e tem boas ideias como dirige ator muito bem também.
Trivia: um dos personagens mais exóticos de Zoo é o belga Jan Bijvoet, o doidão de Borgman que eu tanto amo.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

