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150/2019 CAPTIVE STATE

Olha só, surpresa absolutamente inesperada.

Captive State não é um filmaço inesquecível, mas é uma ficção científica que impressiona.

10 anos depois de uma invasão alienígena que tomou conta da Terra, a resistência em Chicago, onde o comando dos aliens está instalado, é grande, tentando de tudo para chegarem aos líderes, apesar de que todo esforço é pouco, os bichos são poderosos.

E quando falo bichos, são bichos estranhos, do mal, que ao se aproximarem dos humanos viram uns tipos de porcos espinhos assassinos.

O que vemos em Chicago é que em 10 anos a Terra virou meio que uma repartição pública, onde nada acontece e todo mundo vive numa grande periferia.

Quem tem um pouco de privilégio são os engravatados e seus servidores. E só.

O legal de Captive State, mais do que o roteiro com seus buracos que incomodam, é o clima criado, a grande metáfora dos insurgentes, dos infiltrados, do cavalo de tróia.

Menos que um mundo ideal de ficção científica super tecnológico, o que vemos no filmes é um drama melancólico sem fim, apesar obviamente da tecnologia alien que ficamos sabendo como existe mas não vemos nada, só umas naves voando para o espaço, que aliás, é outra coisa que estraga o filme com um CGI bem tosco.

Cative State pode ser considerado o primo bem pobre de Filhos da Esperança, o que é legal.

O filme tem muitas ideias bem boas. O problema é que o diretor se apega a umas histórias paralelas desnecessárias que tomam tempo e não contribuem em nada. E o pior, parece que o estúdio desistiu do filme no meio do caminho.

Tirando tudo o que não funciona, o charme de Captive State é ser um thriller policial melancólico de ficção científica, cheio de imagens muito boas e com um elenco maravilhosamente dirigido pelo diretor Rupper Wyatt, capitaneado por John Goodman, Vera Farmiga, Madeline Brewer, Machine Gun Kelly e Ashton Sanders.

E um último elogio: amei o final do filme, absolutamente surpreendente.

NOTA: 🎬🎬🎬

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