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167/2019 TIGERLAND

Senhoras e senhorXs, se vocês gostam de documentários fofos e politizados e protetores da causa animal, assistam Tigerland.

Mas cuidado, o filme tem não só cenas de tigres fofos pela natureza com seu filhotinhos tigrinhos lindinhos.

Tigerland, para chegar em seu objetivo não nos poupa de nada.

O filme nos mostra santuários de preservação de tigres na Rússia e na Índia, já que daquele lado do mundo os tigres sempre foram abundantes, amados e endeusados.

O filme já começa mostrando como era, quantas raças diferentes restaram hoje em dia e mais ainda, o baixo número de tigres das poucas raças que sobraram.

Eu terminei Tigerland com a vontade ferrenha de ir morar na Rússia, no meio do nada e ajudar a preservar esses deuses felinos.

O filme é dirigido por Ross Kaufman, do ótimo Nascidas das Bordéis, um diretor não acostumado a esse tema. Aí que mora o problema do filme.

Tigerland demora para encontrar seu prumo sendo que seu início lembra mais um programa de tv genérico sobre os gatões. E o que me preocupou é que por ser produzido pela Discovery Channel o filme tomaria o rumo de um programa.

Mas na hora que engata, o filme nos transporta para o mundo do cuidador russo e da família indiana que ganhou de seu patriarca um fazenda de observação desses animais.

Enquanto a história da família indiana tem uma pegada mais emotiva, mais familiar, a russa tem o foco no lado político e engajado.

As 2 histórias vão sendo contadas em paralelo, uma complementando a outra até que vemos que ambas são tão emocionantes, políticas e engajadas, mesmo que contadas com diferentes pontos de vista.

E daí Tigerland faz mais sentido ainda como um documentário importante para esses tempos de terraplanismo e ignorância geral.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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