Pra terminar o final de semana do Orgulho LGBTQ, temos o Ralph Fiennes na direção de um filme sobre o início da vida do gênio da dança Rudolf Nureyev.
The White Crow foca na época de quando Nureyev se torna o grande bailarino da Rússia, visita Paris pela primeira vez e pira.
Quando ele descobre o que acontece no ocidente, o que a vida dele pode ser na Europa, ele acaba pedindo asilo na França.
Fiennes é um dos maiores atores do nosso tempo, sabe muito bem o que é grande arte e tenta neste filme nos mostrar como as escolhas e a vida em si moldam um dos maiores de todos os tempos.
Curto e grosso, um dos desafios de se fazer um filme sobre um bailarino nesse nível é achar um ator que dance àquele nível.
E The White Crow peca nisso.
Se Fiennes tivesse pensado e repensado bem, teria optado por não ter cenas de dança, por menores e mais esparsas que fossem. Só que, colocou o ator dançando uma vez, já era.
O que falta no filme mais que tudo, é paixão, a principal característica da arte de Nureyev.
Mas o filme é cheio de surpresas, de pequenos prazeres, o que tentam compensar essa falta da paixão que disse: o próprio Nureyev, seus chiliques, alguns personagens secundários que passam pela história, a Guerra Fria, o Balé Russo.
No fim das contas, a grande pergunta, o grande paradoxo de Nureyev era: viver a vida como ele acha que “precisa” ou servir a Mãe Rússia como ele “deveria”?
NOTA: 🎬🎬🎬

