184/2019 ESPÍRITO JOVEM

O novo filme da divinha Elle Fanning, Espírito Jovem, tem tanta coisa legal mas também tanta coisa ruim que demorou pra eu decidir se eu gostei ou odiei.

Esse é uma adolescente filha de mãe polonesa, abandonada pelo pai pequena, que mora no meio do mato no interiorzão inglês.

Ela tem uma vida normal na escola, se dá bem com as insuportáveis e com os meninos, trabalha pra ajudar a mãe em casa, cuida de seu cavalo, do pasto, do jardim.

E ama cantar. Ama.

Canta quase todas as noites em um dos bares da cidade, depois que termina seu trabalho de garçonete.

Mas faz escondido da mãe problemática, religiosa ao extremo, bem perdida.

Um dia ela fica sabendo que uma das competições de música jovem vai fazer uma eliminatória em sua cidade.

Ela se inscreve, fica no top 3 e vai para a final em Londres, onde vemos tudo o que estamos acostumados a assistir em competições tipo The Voice e afins.

Tudo isso é bacana, bem contadinho, com uma trilha sonora pop feminina como nunca vi em filme antes, tudo cantado muito bem pela fofa da Elle, que me surpreendeu bem.

Só que o roteiro é estranho demais, tem uma vibe de adolescente chata e deprezinha num filme cheio de neons.

Sim, o filme é colorido demais pra adolescente quase gótica.

Mas tudo bem, porque eu esperava que quando a história fosse pra Londres, para a final do concurso, as coisas seriam com ares mais grandiosos, como uma competição que eles querem mostrar nos faz acreditar. O que não acontece.

O filme tem um monte de buracos de roteiro, coisas mal resolvidas, que uma hora começam irritar. E pior, os clichês desse tipo de filme estão todos ali, a gente sabe exatamente o que vai acontecer na próxima cena.

E o diretor Max Minghella não faz questão nenhuma de disfarçar.

Falemos do diretor.

Espírito Jovem é a estreia na direção de Max, que não é ninguém menos que Nick de The Handmaid’s Tale, o segurança pai da bebê de June.

Ele também é filho de Anthony Minghella, o grande diretor inglês de O Paciente Inglês que morreu precocemente.

Espírito Jovem é a estreia na direção de Max, com roteiro dele mesmo e, de novo, a melhor trilha possível, com músicas que vão de Cindy Lauper a Grimes e No Doubt e Major Lazer.

No final das contas, Espírito Jovem entende muito bem o poder da música pop, diria até poder transformador. Mas o que seu diretor Minghella aparentemente desconhece foi usar desse poder em sua história, ou melhor na forma como ela foi contada.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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