Share, a porrada na cara lançada pela HBO, é o primeiro filme muito bom sobre a praga das mídias sociais com a molecada.
Depois da Netflix lançar 2 filmes muito ruins no mesmo dia, a HBO vem e nos presenteia com um #alertafilmão desses, bicho.
Share é a versão da vida real de Euphoria, uma das melhores séries do ano, lançada pela HBO e que se você não viu, por favor, se jogue.
Euphoria conta a história de vários adolescentes que estudam na mesma escola, aquela parada bem high school americano, só que essa molecada se joga no sexo, drogas e mídias sociais.
Euphoria é linda, bem escrita, com o melhor elenco possível, trilha do Drake, figurino de dar inveja a filmões e com as melhores cenas de (de novo) sexo, drogas e mídias sociais, com todas as consequências que os excessos causam.
Share é o Euphoria da vida real.
A história se passa numa high school onde a molecada se joga bem também, como toda molecada hoje em dia.
Só que numa dessas festinhas, uma das meninas bebe demais e os meninos abusam feio dela e ela é estuprada.
E gravam em vídeo.
E obviamente o vídeo se espalha e a merda é jogada no ventilador.
Share é um dos filmes mais bem escritos e dirigidos que vi ultimamente.
Indie, pequeno, contido, com um puta elenco e, como disse, antes, apesar de ser o extremo oposto do glam de Euphoria, tem a mesma profundidade dramática da série.
A grande coisa de Share (e de Euphoria) é nos mostrar o quanto a psicologia dessa molecada de hoje em dia é complexa, do quanto o gostar e o desgostar e o amar e desamar é complexo e tão influenciado pela rapidez do que se vê na palma da mão no telefone.
A protagonista de Share, vivida pela ótima Rhianne Barreto, é uma personagem tão cheia de camadas e possibilidades e idiossincrasias que me fez pensar o tanto que a diretora Pippa Bianco foi feliz ao realizar esse filme da forma que ela o fez.
HBO, valeu por Euphoria e valeu mais ainda por Share.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2


Um pensamento sobre “215/2019 SHARE”