240/2019 BURN

Burn é daqueles filmes pop modernosos que teria tudo pra dar certo mas que acaba sendo um tiro n’água só, repito, somente por causa de um roteiro mal escrito.

O filme tem até poster bom, bem montadinho, colorido.

Tem neon.

Tem elenco ótimo com 3 jovens atores de segundo escalão de Hollywood que costumam não decepcionar: Tilda Cobham-Hervey, Suki Waterhouse e Josh Hutcherson.

É um huis clos, se passa todo em um posto de gasolina e 80% dele dentro da loja de conveniência.

Tem drogas, tem insinuação de sexo, tem violência.

E o melhor, tem personagem bem perturbada vivida pela ótima Tilda, uma das atendentes do posto que se acha feia e se joga em todo cara que por lá aparece, tentando dar uns beijos de qualquer maneira.

E o pior, ou melhor: quando a oportunidade aparece, ela faz questão de resolver os probleminhas todos com as próprias mãos, sem pudor e sem culpa nenhuma.

Ela vive à sombra da outra atendente bonita e gostosa, que faz questão de deixar claro que ela é uma ninguém.

Quando um cliente chega no posto com atitudes bem estranhas, a bonitona se mostra uma tonta enquanto que a tonta bota pra quebrar.

Uma das cenas engraçadas de Burn é vê-la enfrentando uma gangue de motoqueiros do mal, ela de uniforme rosinha e eles todos de couro com armas nas mãos.

Mas o filme, que deveria ser um thriller basicão, não tem nem reviravolta nem nada, tem aquele problema de roteiro feio.

Apesar dos personagens bem bons para um thriller, quase caricaturais, bem opostos uns dos outros, o texto é ruim demais. Os diálogos são péssimos, parece que quem escreveu nunca conversou com ninguém na vida.

Mas o pior de tudo é o quanto a personagem de Tilda, apesar de ser a bobona do filme, consegue se virar em situações, digamos, extremas.

Fico pensando se o filme não poderia ter sido salvo na edição, mas acho que esse é o filme salvo na edição.

Burn não é ruim, é uma diversãozinha besta na média, mas se aparecer algo bom, pode mandá-lo de volta pro final da fila.

NOTA: 🎬🎬1/2

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