Na mitologia grega as Fúrias eram as Deusas da vingança também conhecidas como Deusas infernais de tão foda que eram.
Diz a lenda que as pessoas não olhavam para elas, de tanto medo que causavam.
No filme australiano, as fúrias são mulheres sequestradas e levadas a uma floresta para participarem de um jogo mortal, perseguidas por homens com máscaras de monstros.
Máscaras e figurino bem bom dos caras, bem pra meter medo mesmo.
Só que como na mitologia, as fúrias não estão lá pra se entregarem e se deixarem matar por uns clones de Slipknot não.
Elas resistem o quanto podem neste slasher bem violentão, do jeito que a gente gosta.
E se é pra ser slasher, que seja. O diretor Tony D’Aquino cumpre bem este papel de força total na desgraceira.
O diretor e também roteirista, não poupa sangue, tripas, partes de corpos, frieza e crueldade.
E tudo isso em closes lindos, não só o usual plano geral preguiçoso desse tipo de filme de terror.
A direção de arte toda do filme é bem linda. A floresta é bem interessante e alguns dos interiores são melhores que a média também.
O problema do filme (ah, lá vem ele com problema, sempre tem problema) é a talvez obrigatoriedade de tirar As Fúrias de uma vibe de filme dos anos 1980 e trazê-lo pros dias de hoje.
Se vai fazer com que o filme seja tecnológico e ou modernoso, que vá de cabeça e não fique na bunda molice que ficou D’Aquino, o que é uma pena porque a ideia que ele tem do filme, do que ele faz com as fúrias é das coisas mais legais de hoje em dia.
Uma gigante oportunidade perdida.
Mas não que o filme seja ruim por isso, ele só não é bem melhor do que poderia ser.
NOTA: 🎬🎬🎬1/2

