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323/2019 A FAMÍLIA ADDAMS

Não sei porque cagas d’água eu fui assistir esse desenho A Família Addams.

Ops, essa animação. Revelei aí que sou velho, né? Não se fala mais desenho animado em 2019.

Bom, de qualquer maneira o filme é ruim. Que tristeza.

Conseguiram deixar a família mais doida, bizarra, monstruosa e engraçada numa coisa totalmente sem graça.

O filme começa mostrando Gomez e Mortícia se casando num ritual pagão até que são interrompidos por homens e mulheres com tochas, numa referência linda ao Frankenstein.

Eles fogem, acham a famosa mansão onde vivem o resto de suas vidas até que seus filhos Wandinha e Feioso são adolescentes.

E a história deveria “pegar” aí.

Só que mais uma vez se referindo ao Frankenstein, a ideia de colocá-los sendo os estranhos darks da cidade colorida classe média numa metáfora rasteira dos imigrantes de fora, dos estranhos, sendo mal tratados e enxotados pelos aldeões, ops, cidadãos de bem, foi rasteira demais.

Nada funciona no filme, apesar de algumas piadas isoladas boas perdidas pelo roteiro.

Wandinha é a personagem mais interessante da história, tentando se enturmar e meio que salvando tudo no final.

Mas até isso era previsível pelo andar da carruagem.

Se quisessem ter feito um filme para crianças bem pequenas, erraram, porque o filme não é tão “bobinho” quanto deveria.

Também não é “espertinho” o suficiente pra adolescentes.

Assim sendo, A Família Addams afundou no próprio pântano da mediocridade de seus mais recentes criadores.

Saudades da Anjelica Huston e do Raul Julia.

NOTA: 🎬🎬

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