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339/2019 AMAZING GRACE

Amazing Grace, o título deste documentário, é sim o título daquela música americana que todo mundo canta e é quase um hino, religioso e patriótico pra eles.

Neste filme talvez tenha a versão definitiva desta canção, cantada pela MONSTRA Aretha Franklin em 1972, filmada por um jovem Sydney Pollack e assistida por outro jovem (e lindo) Mick Jagger de longe.

O material deste filme ficou perdido, engavetado, encalacrado em algum lugar da Warner por 46 anos até que alguém achou e percebeu a pérola que tinha em mãos.

Esse alguém é Alan Elliot, um produtor geniozinho da Atlantic que ficou sabendo desse material “perdido” e foi atrás.

O filme mostra 2 dias de gravações e filmagens de Aretha cantando hinos religiosos em um estúdio pequeno, para convidados e alguns penetras, como Jagger e Charlie Watts.

Aretha, vinda de uma família extremamente religiosa, filha de pastor, com seu irmão músico/produtor também vindo da igreja, resolve dar um tempo e uma respirada depois de seu absurdo sucesso em 1971 e voltar às raizes gospel.

A ideia era lançar um disco gravado ao vivo, ao invés de estúdio, com uma plateia pequena mas que deveria “soar como 2 mil pessoas”, como dizem no filme. E eles fizeram isso em uma igreja batista em Los Angeles.

E quem dirigiu as filmagens foi um jovem Sydney Pollack que faria um programa para a televisão com o material.

O que acho que ninguém esperava, ou esperava, já que Aretha se mostrou ser, de novo, a MONSTRA que a gente hoje conhece, é que a diva mostrasse a que ponto uma Cantora (com C maiúsculo) pode chegar.

A versão de Amazing Grace, pra mim, é a versão de uma música mais linda já filmada.

Eu assisti o filme em casa e ao fim da música eu chorava copiosamente.

Tive que parar, respirar, lavar o rosto e perceber que o que aconteceu foi perto de uma experiência religiosa, de perceber quando uma cantora dessas, uma mulher dessas atinge níveis que poucos seres humanos alcançam em vida.

Pra mim, isso é prova de santidade, de mulher abençoada, que paira sobre o resto de nós meros mortais, que não deve andar, flutua.

Eu queria colocar aqui a versão da música, mas só achei o áudio editado, sem vídeo, o que faz toda a diferença, porque ver uma jovem Aretha em transe cantando do jeito que ela canta é inexplicável.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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