Dê um play na música acima e leia o post. Tem historinha.
Nos meus tempos áureos (ui) de DJ, no auge da Crew, a doente Flat Beat foi uma das músicas que eu mais tocava e que eu mais amava, lá em 2009/2012.
A música (doente) é do Mr Oizo, um produtor francês bem (doente) animal que a gente sempre quis trazer para tocar em alguma festa e nunca rolou. O único motivo, descoberto logo depois, é que Oizo, ou Quentin Dupieux, focava sua vida na carreira de diretor de cinema, deixando a de produtor musical meio que como um segundo trampo.
E Quentin Oizo Dupieux foi aos poucos se tornando um dos meus diretores franceses preferidos, assim como já era um dos meus produtores de electro preferidos.
Sempre que falo dele pras pessoas, tentando explicar o estilo bem peculiar de cinema que ele faz, digo que ele seria um Didi Mocó louco de um ácido cheio de anfetamina, mas que de vez em quando o LSD bate e ele vai até a lua e, eventualmente, volta.
Tudo isso pra dizer que seu novo filme, Le Daim, A Jaqueta de Couro de Cervo, é mais uma das viagens bem delirantes e absurdamente boas.
Desta vez ele conta a história de um cara qualquer que compra uma jaqueta de camurça marrom cheia de franjas por um monte de dinheiro e resolve que só por isso, ninguém mais deve ter ou usar jaqueta.
Pra isso ele se finge de diretor de cinema em uma cidadezinha do interior francês e com a premissa de estar fazendo um documentário, vai aos poucos “sequestrando” todas as jaquetas das pessoas da cidade.
Isso só pra começo de converso.
E esse é o tipo de cinema de Dupieux, um surreal/absurdo/torta na cara, um cinema que não é pra todo mundo mas que se você gosta de se aventurar e descobrir diretores criando universos totalmente particulares, esse é o seu filme.
Pra fechar com chave de ouro, o filme é estrelado por um Jean Dujardin barbudo que vou te contar uma história, ganhou meu coração, saindo daquela cara de meia boca que ele sempre teve.
O filme estreia por aqui dia 20 de janeiro, prepare-se.
NOTA: 🎬🎬🎬


