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012/2020 FRANKIE

Vamos combinar uma coisa: que este seja o último filme da Isabelle Hupert que o poster seja só uma foto dela.

Parece que todo filme com a francesa tem que ser só a foto dela. Contrato? Ou o povo acha mesmo que ela seja a Fernanda Montenegro européia?

Pra piorar, Frankie, o drama que participou do Festival de Cannes de 2019 é uma porcaria.

Provavelmente você já ouviu crítica de premiação de cinema de atriz que vai com um vestido super estrambólico pro tapete vermelho e a entendida diz “ela deveria estar usando o vestido mas no caso o vestido a está usando”.

Frankie é isso, uma historinha da mais sem graça que se perde nas ruas e caminhos de Sintra, em Portugal.

Isabelle é Frankie, uma atriz de cinema super famosa, que vai pra cidade portuguesa com a família para umas férias.

Aos poucos a gente vai descobrindo o verdadeiro motivo dela ter planejado a viagem.

Mas o que seria interessante no desenvolvimento do roteiro, se mostra tão besta e tão sem sentido que eu juro que fiquei esperando até o final uma reviravolta na história, que eu tanto odeio, mas que só isso poderia salvar essa porcaria.

Frankie é dirigido por Ira Sachs, o diretor do ótimo Love Is Strange, com roteiro do seu parceiro de todos os filmes, o brasileiro Mauricio Zacharias, com produção do francesão Sain Ben Said, rodado em Portugal, tudo para ser lindo e o filme vai indo lindamente por água abaixo.

Frankie tem um dos elencos mais bacanas do ano, com Brendan Gleeson perdidinho, coitado, Marisa Tomei, Jérémie Renier, Pascal Greggory, Vinette Robinson e Greg Knnear andando e conversando e só.

O filme não é nada, nem Allen, nem Bergman, nem francês, nem americano, nem um “oi” ao Manoel de Oliveira o cara consegue acertar, já que se Sachs poupou tanto a direção de atores, com um elenco desses desperdiçado, poderia pelo menos nos ter entregue uma viagenzinha portuguesa com certeza.

NOTA: 🎬🎬

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