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The Good Place foi pro good place.

Semana passada foi ao ar o último episódio de The Good Place, uma das séries que mais me impressionou durante seus 51 episódios da melhor comédia possível.

The Good Place é o paraíso, o lugar pra onde as pessoas boas vão depois que morrem.

É lá que se encontram 4 “almas”, as mais diferentes possíveis, sob a tutela do “arquiteto” do lugar e da alma/robô mais foda de todas, Janet.

Seu show runner Michael Shur teve a manha de reinventar o plot twist, a reviravolta de roteiro, o maior mal da dramaturgia dos nossos tempos.

Só que em TGP, as reviravoltas eram maravilhosas. E não paravam.

Uma das grandes pegadas da série (e uma das grandes desculpas para as reviravoltas) é que como todo mundo já estava morto, o arquiteto poderia reiniciar tudo, começar do zero e testar ideias novas para esse lugar paradisíaco.

Ou assim a gente achava.

Além de Shur, TGP teve o elenco mais diverso e mais perfeito possível. Lembro do meu choque quando assisti o primeiro episódio e tentei entender como aquelas pessoas se sairiam nessa história e a genialidade.

O ex marido da Whoopi Ted Danson de arquiteto com sua gravata borboleta me ganhou de cara. Kristen Bell chegou onde deveria já ter chegado há tempos, que atriz maravilhosa. Mas quem me ganhou pra vida toda foi D’Arcy Carden, a Janet maravilhosa em meio a outras milhões de Janet’s, todas vividas por ela mesma.

The Good Place fazia piada com filosofia, com amor, com a cultura da personalidade e dos famosos, nada era xulo demais, nada era fofo demais.

Shur chegou à perfeição de texto e de roteiro, reinventou a comédia, jogou na nossa cara que entender da vida, saber viver, é importante pra saber morrer.

E que morte linda teve The Good Place.

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