164/2020 SAME BOAT

Hoje é dia dos namorados.

Parabéns pra quem tem com quem comemorar.

E não, não tenho rancor e não desejo que vocês engasguem com seus bombons de licor de cereja.

#aloka

Já que é dia do amor, vou falar de um filme de amor, talvez o filme mais estranho e interessante e com certeza um dos mais importantes do ano, que por acaso é um história de amor.

Pra começo de conversa: Same Boat foi filmado em um cruzeiro, em um navio de cruzeiro, daqueles gigantes cafonas, sem autorização, totalmente escondido.

Só isso já seria motivo para assistir o filme.

E daí o que eu disse sobre ser um dos filmes mais importantes do ano, já que tudo feito na “guerrilha” é importante, necessário nos dias de hoje, mesmo que o resultado não seja perfeito.

Só a ação de burlar as regras já é louvável.

Same Boat é uma comédia de ficção científica, onde 2 agentes do futuro voltam aos dias de hoje para matarem pessoas que seriam perigosas nos anos que estão por vir.

Tudo bem low tech, sem efeitos especiais, sem mirabolices.

Para você ter ideia eles usam uns aparelhos de medir a temperatura que a gente está super acostumados a ver nas portas de supermercados hoje em dia, como as armas para matarem as pessoas.

Essa é uma das coisas mais engraçadas do filme, porque imagino sei lá, 2 anos atrás, quando o filme estava sendo planejado, eles começaram a pensar como seria essa arma, já que não teriam dinheiro para construir algo absurdo e alguém disse “já viram esses termômetros de testa que parecem uns revolvinhos de vacina?”.

Daí veio a pandemia e esse objeto tão desconhecido virou item obrigatório e tão usual no nosso dia a dia.

Vê-lo resignificado é maravilhoso. E um gatilho de riso o filme inteiro.

Bom, mas os viajantes do tempo; um homem e uma mulher, educados para serem frios e ágeis e calculistas, máquinas de matar e ainda com uma primeira regra: se não matar o alvo, você morre.

Adivinha o que acontece?

O matador claro se apaixona por sua vítima e acaba aproveitando as ‘alegrias’ do cruzeiro como um casal em início de paixão, só que uma paixão meio desengonçada, já que ele do futuro não tem ideia de tudo que acontece muitos anos antes dele ter nascido.

Same Boat passaria batido se não fosse o caso de ter sido filmado sem autorização?

Passaria.

É importante por ter sido feito como foi, pelo equipamento usado e pela maneira como a equipe pequena resolveu os problemas no navio?

Super importante.

O roteiro funciona muito bem para a proposta, com personagens possíveis, sem ninguém surpreendente, com um senso de humor bem bom, sutil até e principalmente por ter sido bem escrito, sem pontas soltas.

Em tempos de quarentena, de amores a distância, impossíveis, um romance improvável e bem humorado é um bálsamo.

Chris Roberti, o roteirista, ator principal e diretor do filme ganhou um super fã.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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