Eu acho péssimo quando falo mal de um filme pequeno, super indie, bem intencionado mas que no final é uma enorme porcaria.
O meu instinto sempre é elogiar o mínimo esse tipo de filme, acredito que a resistência a indústria voraz cinematográfica americana é um dos grandes exemplos a ser seguido.
Mas desta vez, não rola.
Lection é vendido por seu diretor como uma versão política de Mad Max.
Tadinho.
Fui até reler uma entrevista com ele para tentar achar alguma ironia nisso mas não, o cara tava falando sério.
Lection, (e)leição, se passa mesmo num mundo pós apocalíptico onde um povo mora numa floresta e sei lá por qual motivo, não conseguem falar.
Mas as castas acontecem, tem quem manda, quem obedece e quem se opõe.
Todos com uma coisa em comum: o figurino do filme, a roupa que esse povo usa no meio do mato depois que o mundo acabou, é toda limpinha, os sapatos engraxados e os cabelos limpinhos.
Eles estão “bem vestidos” mas agem como uns animaizinhos.
Vai entender.
O filme se passa, então, durante uma eleição que termina com um banho de sangue, que já vinha acontecendo mesmo antes, mas parece que o diretor curte uma violência besta sangrenta em uma cena para na próxima sequência o personagem já aparecer todo pimpão dançando como se metade do cérebro não tivesse caído no chão depois de uma pedrada linda na cabeça.
Lection é ruim. Infelizmente.
E por isso mesmo é um incentivo para quem faz cinema, de uma forma ou de outra, continue fazendo, continue escrevendo e filmando e tentando, porque para nossa sorte, essas porcarias pretensiosas não são o normal.
E se tudo der certo, nem serão o novo normal.
(desculpe, mas eu tinha que usar esse termo besta em algum post, então que seja pra falar mal de um filme)
NOTA: 🎬1/2

