350/2020 MOGUL MOWGLI

A coisa muito boa de assistir filmes do jeito que eu assisto, pesquisando e indo atrás dos melhores pra poder escrever minhas resenhas e não deixar que passem desapercebidos e no período de uma semana assistir 2 filmes com o mesmo ator, duas ficções, sobre praticamente o mesmo tema, com personagens quase iguais em 2 filmes absolutamente diferentes.

E o melhor: ambos os filmes serem brilhantes.

Depois de dizer aqui o quanto eu amei Riz Ahmed em O Som do Silêncio, eis que consigo assistir outro filme estrelado (e desta vez também como roteirista junto com o diretor Bassam Tariq) por Riz Ahmed e posso de novo dizer que primeiro ele é foda e ganha o Oscar de melhor ator ano que vem e segundo, que filme, minha gente!

Mogul Mowgli conta a história de Zed (Ahmed), um rapper inglês de origem paquistanesa que às vésperas de sair em sua primeira grande turnê gringa, descobre ter uma doença autoimune que já começou tirando seu poder de andar, por estar “comendo” seus músculos.

De um dia para o outro ele passa de toda a excitação da grande virada de sua carreira para dias e noites preso a uma cama de hospital esperando que os médicos entendam o que está acontecendo com ele e que, por sorte, tenham alguma solução.

Acontece que Mogul Mowgli é contado como se Zed entrasse em um estado de delírio, de sonho acordado, de mistura de dimensões onde ele não só enxerga um ser que já apareceu (ou não) em sua infância ao mesmo tempo que tenta entender de onde veio, para onde vai.

Ou pelo menos para onde ele vai tentar ir.

Tudo isso em uma atmosfera onírica que lembra muito a de Moonlight, onde a câmera “viva”, os super closes, a edição melódica, são elementos fundamentais para se contar a história.

Zed vai do zero ao milhão em um encontro por acaso e depois volta ao zero em outro acaso em uma viela.

Ahmed faz mais uma vez o músico que (quase) perde tudo por causa de uma força física maior, misteriosa e mesmo assim não desiste.

Enquanto o músico de metal do outro filme tenta se salvar da maneira mais óbvia (pelo menos pra ele) possível, Zed vai aos poucos descobrindo que tudo que ele tem em sua vida graças a sua origem e a sua família, que lhe é super importante como pessoa e como artista e que pode lhe ajudar a sair dessa, de repente é questionado por uma visita de uma médica que lhe dá uma informação importante.

Informação médica, inclusive, que também existe em O Som do Silêncio e que tem consequências filosóficas absolutamente diferentes nos 2 filmes.

Que ano para Riz Ahmed e que sorte a nossa.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

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