145/2021 O BAILE DOS 41

Aqui no Brasil homofóbico o número 24 é associado ao homossexual, ao “viadinho”, porque é o número do veado no jogo do bicho.

No México também homofóbico, o número associado é o 41.

E O Baile dos 41 explica o porquê disso.

Em 1901, quando o presidente daquele país era o crápula Porfírio Díaz, na noite de 17 de novembro, 42 homens da alta sociedade mexicana, muitos deles políticos proeminentes, foram presos por fazerem parte de uma sociedade secreta gay.

Eles se encontravam com muita frequência nesse clube totalmente escondido, com muitas regras para que nada nem ninguém fosse identificado fora dos encontros.

Naquela fatídica noite eles realizavam um baile anual onde metade dos participantes usavam roupas e maquiagem feminina e a outra metade, masculina.

Um policial que fazia a ronda na rua, ouviu uma barulheira vinda de uma prédio onde as luzes estavam acessas e chamou ajuda para lá verificar o que acontecia.

Para surpresa de todos, prenderam esses 42 homens “famosos”, no que ainda é um dos maiores escândalos mexicanos.

42 sim, que logo viraram 41 porque quando o presidente Díaz recebeu a lista com os nomes, diz a lenda, viu o nome de seu genro, casado com sua filha, um deputado bem famoso por essa proximidade com o presidente.

Para que o escândalo não resvalasse em seu governo, Díaz mandou que não só tirassem o nome do genro da lista mas também que o levassem para casa e que isso virasse segredo.

Está aqui a história dessa reconstrução histórica, O Baile dos 41, filme produzido pela Netflix mexicana e que espero que logo esteja disponível por aqui porque, além disso tudo, o que acontece com os 41 presos é de dar muita raiva.

Mas o filme foca principalmente na história de Ignacio de la Torre ( o bonitão Alfonso Herrera), o genro gay do presidente e seu romance com Evaristo Rivas, outro político da época.

A história dele é a típica do gay no armário, do casamento de conveniência, das escapulidas, do romance avassalador, da esposa descobrindo, das mentiras, do prazer e do final nem sempre feliz.

A história é boa demais mas ainda não totalmente resolvida, já que a maioria das identidades dos 41 presos indevidamente não é conhecida até hoje.

Imperdível.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

Resenha em 30 segundos:

Trailer:

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