205/2021 ZOLA

Zola é a prova de que não necessariamente toda história boa deveria virar filme.

Ou melhor, nem toda história boa vira um filme bom.

Ou melhor ainda, nem toda história de Twitter, nem toda thread boa de Twitter vira filme bom.

Lembra do Bling Ring Da Sofia Coppola, o filme sobre os adolescentes playboys de Los Angeles que ficavam louquinhos e saíam assaltando as casas dos milionários e famosos só por diversão.

Ou assim eles diziam.

Mas a coisa se perdeu e eles foram presos e se fuderam, como deveriam, oops, spoiler, mas se você não assistiu Bling Ring, passe, porque é mais um filme da Sofia que não funciona.

Zola é baseado em uma thread de Twitter, que virou um artigo enorme da Rolling Stone americana e agora, filme.

O filme, como a thread, é contado pela própria Zola, uma mulher que trabalhava um monte como garçonete e principalmente como dançarina de pole dancing e como ela sempre deixa bem claro, sem se prostituir, um dia é abordada por uma “branca linda”, tonta e engraçadinha que a convida para um final de semana de trabalho em Tampa, na Florida, em uma boate com a promessa de ganhar 5 mil dólares em uma noite.

Sem conhecer a fofa, sem conhecer o namorado dela nem o “amigo”, lá vai Zola e a história não é exatamente como prometida.

Zola, o filme, também não é exatamente como prometido.

Mas a culpa é da história e não do filme em si.

Zola é bem dirigido pela Janicza Bravo, feito com pouco dinheiro, como se deve ser hoje em dia, inclusive e as formas que ela usa para nos mostrar como os diálogos todos foram na verdade feitos via Twitter, transportando-os para a linguagem cinematográfica, é demais.

Mas a história é aquilo lá, serve para um thread, no máximo um artigo de revista.

Talvez um documentário, poderia ser mais interessante.

O problema é que até agora o cinema não achou ainda uma forma inteligente ou inspirada ou até mesmo espertinha de contar histórias internéticas.

Mas Zola é um filme divertido, estrelado pela musa deste blog Riley Keough, a neta do rei Elvis e pela maravilhosa Taylour Paige, que com uma direção muito boa, vai longe.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

Um pensamento sobre “205/2021 ZOLA

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