220/2021 ROADRUNNER: A FILM ABOUT ANTHONY BOURDAIN

O negócio é o seguinte: a gente ama o Anthony Bourdain.

O chefe malucão, junkie, fumante inveterado que viajava pelo mundo nos mostrando as melhores coisas pra comer e pra se divertir, de São Paulo ao Laos, de Salvador a Paris.

Apesar de tudo ou por causa disso tudo, Tony se matou. Spoiler alert.

Este tnao esperado Roadrunner é o documentário sobre a morte de Bourdain.

Sobre sua vida, mas mais sobre sua morte, onde seus amigos mais íntimos ainda choram, 2 anos depois da tragédia, suas memórias são revividas, suas intimidades são mostradas.

É tudo muito lindo, muito poético se não fosse por 2 motivos que pra mim colocam tudo por água abaixo.

Primeiro: entrevistaram todo mundo próximo a Bourdain, menos Asia Argento, sua última namorada, seu último amor da vida, e a quem culpam pela morte do cozinheiro.

Pois é, ela sai como a vilã e nem pode se defender.

Bem estranho.

Agora o pior.

Segundo: o filme é narrado pelo próprio Bourdain, já que em arquivo, de tudo o que ele já fez na televisão e em filme, o material é praticamente infinito.

Mas mesmo assim existem locuções do Bourdain que foram feitas pós mortem, via Inteligência Artificial.

E o pior do pior: a gente não sabe o que não é de verdade neste documentário, onde a gente deveria ter certeza que tudo ali é real.

Claro que a gente sabe que o real no documentário é sempre “manipulado” pelo diretor e pelo editor, mas sempre a partir de algo que foi filmado, não a partir de algo que o próprio Bourdain não tinha falado previamente.

Complicado.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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