127/2022 AS AGENTES 355

De vez em quando eu me pergunto: por que, Fabiano, por que você é tão cabeça dura?

Ontem eu assisti na Amazon Prima Video o filme de espiãs As Agentes 355 e gostei.

E não tinha visto até então por alguns motivos, um deles sendo que todo mundo odiou esse filme (os outros enumero a seguir).

Não amei essa história de porradaria desmedida, mas também não odiei.

O filme é uma cópia cuspida e escarrada de qulaquer filme do Bourne e por consequência, de qualquer filme do James Bond, só que protagonizado por um grupo de mulheres espiãs que lembram mais o grupo de Missão Impossível, onde cada uma tem uma habilidade bem específica.

Sim, o filme é cheio, mas lotado de clichês, do início ao fim.

E para um filme que prega o empoderamento, a sororidade, os clichês me incomodaram muito.

Sim, a Jessica Chastain, a “dona” do filme, convidou seu produtor amigo Simon Kinberg pra assumir a cadeira de direção, depois de fazer um dos piores filmes de super heróis possíveis, o que ninguém mais se lembra X-Men: Fênix Negra. E ele honrou sua mão errada de diretor e errou feio.

Assim como a Jessica que poderia ter dilapidado muito melhor um roteiro didático demais, onde ela, a heroína americana do filme, só usa roupas claras enquanto que a personagem da Diane Kruger, que rouba o filme como a também heroína mas alemã, só usa roupa preta, jaqueta de couro preta e por aí vai.

Claro que a personagem da Penelope Cruz como a psicóloga que não precisava estar no meio de tudo poderia não estar mesmo e salvar grande parte do filme.

Claro que a personagem da Lupita Nyong’o como a expert em tecnologia poderia ser mais que só a nerd.

Afinal esse é o tipo de coisa que a gente espera de empoderamento, que as mulheres escapem dos clichês impostos por Hollywood, certo?

Certo, mas a Jessica não descobriu isso ainda.

Pra minha sorte, e talvez a sua que ainda não assistiu essa bobagem, a trama, apesar de ser meio que uma cópia ridícula de um monte de filmes que já vimos antes, essa trama ainda é interessante e rende boas sequências de perseguição.

Mas claro (ó eu de novo, ou o claro de novo), o filme é um clichê atrás do outro a ponto de sabermos exatamente o que vai acontecer e onde tudo vai dar.

Mas, e esse é o último mas, eu curti, me diverti e se o filme tivesse uns 20 minutos a menos e uns outros 20 minutos a mais do muso Édgar Ramírez em cena, As Agentes 355 seria mais divertido ainda.

Tomara que mude tudo na sequência, se bobear até metade do elenco desse primeiro e com certeza mudar o diretor, porque não rola não.

NOTA: 🎬🎬1/2

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