191/2023 BIOSPHERE

Eu AMO filmes espertões.

Geralmente são aqueles filmes tipo O Sexto Sentido que tem uma reviravolta de roteiro que a gente não esperava e arrebenta o nosso cérebro como um piano caindo na cabeça do Pica Pau no desenho animado.

Na maioria das vezes essas reviravoltas acontecem no final do filme e nos pega de surpresa, de calça curta, nos deixando de quatro.

Em Biosphere é igual. Só que diferente.

O filme começa meio que pelo meio, sem muita explicação, onde a gente vê 2 homens, vividos pela melhor dupla do ano, Sterling K. Brown e Mark Duplass, vivendo em uma biosfera, um domo, que logo a gente descobre que os protege do fim do mundo.

Que já aconteceu.

E mais que isso eu não posso contar.

Só posso dizer que há tempos eu não via um filme com 2 personagens, em um huis clos, um único cenário, que me deixasse tão animado quanto este.

Toda a esperteza do roteiro, escrito por Duplass e pelo diretor Mel Eslyn, em um filme catástrofe, de ficção científica, nunca pareceu tão real, tão possível.

Os 2 caras vivendo nesse lugar, ouvindo música, lendo O Beijo da Mulher Aranha (ops!), cozinhando e torcendo para que os peixes que eles criam numa piscininha, se reproduzam para eles continuarem comendo bem, tudo isso é tão banal que a gente por momentos esquece da desgraça toda que está (?) acontecendo lá fora.

Você vai ter que confiar em mim porque esse #alertafilmão é daqueles que qualquer deslize aqui vira spoiler.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

Um pensamento sobre “191/2023 BIOSPHERE

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