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008/2024 DE HUMANI CORPORIS FABRICA

Um pouco de história besta da minha vida.

Desde muito pequeno eu achava que queria ser médico. Ou achei.

Aos poucos fui descobrindo que na verdade meus pais queriam que eu fosse médico.

Depois descobri mais que quem queria era a Tia Laura, uma tia da minha mãe que eu amava, bibliotecária fodona, reconhecida no Brasil inteiro, sempre me dava livros e mais livros de presente. Ela gostava bem de mim também e queria que eu fosse médico porque o marido dela, que morreu antes de eu nascer, tinha sido médico. E ela tinha tudo dele separado pra mim: a Mont Blanc, o anel, a biblioteca.

Prestei vestibular para medicina, entrei numa faculdade longe de casa e descobri que eu queria mesmo era estudar cinema. Dei a desculpa de não ir pra longe estudar que iria fazer cursinho e entraria em alguma faculdade em São Paulo: meus pais amaram a ideia.

No meio do ano, o ano do cursinho, eu entrei na faculdade de Comunicação e o resto é história, inclusive o delírio coletivo de eu ser médico, já que odeio melecas e fluídos corporais que não saiam naturalmente dos corpos. Mais ou menos.

Tudo isso pra dizer que De Humani Corporis Fabrica, o documentário francês no catálogo da Prime Video tinha tudo para que eu não assistisse, porque é todo feito de filmagens e gravações de câmeras microscópicas que monitoram cirurgias invasivas.

E dá-lhe sangue, gordura, fluídos, gosmas, nojeiras voando na nossa cara o tempo todo.

Surpreendentemente, quanto mais via gosma, mais o filme fica interessante e você não precisa ser um freak (mas se for e curtir nojeiras melhor) por entranhas pra curtir um dos documentários mais bizarrinhos de todos.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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