A Teoria Universal é o tipo de filme que eu amo mesmo tendo falhas e pretensões bestas e desnecessárias.
O filme é ficção científica com suspense com drama com física com mecânica quântica com viagem no tempo com portais com quase horror e tudo funciona muito bem pra mim.
A Teoria Universal é a tese de doutorado de um pesquisador universitário que vai viajar com seu orientador em 1962 para os Alpes suíços participar de um congresso onde um importante físico iraniano vai apresentar sua nova teoria revolucionária.
O tal iraniano não aparece e os físicos todos, aqueles malucões, resolvem ficar por lá já que está tudo pago e pode ser um bom lugar pra um descanso, pra papos com pessoas distantes e para nosso doutorando Johannes é uma oportunidade de estar bem perto de seu orientador, um físico bem famoso e conseguir dicas imediatas.
Só que Johannes conhece uma pianista de jazz que sabe muito sobre ele, mais do que alguém poderia saber e intrigado que fica, começa a seguí-la e descobre que todos aqueles velhos gênios da física na verdade fazem parte de algum tipo de sociedade ou sabe-se lá o quê que a própria pianista participa.
E esse povo, com toda sua experiência e conhecimento, está realizando algum tipo de pesquisa e testes super avançados pelas cavernas das montanhas suíças, que ele não consegue entender ou mesmo explicar.
A Teoria Universal é o tipo de filme que faz muito sucesso em Festivais de cinema de gênero e que dificilmente conseguem distribuição mesmo nos streamings mais alternativos, como meu preferido do ano o italiano The Complex Forms.
O que é uma pena porque esses filmes independentes, neste caso um alemão, são feitos por diretores e produtores que pelo menos se esforçam um monte para ousarem e sairem do lugar comum do cinema atual, coisa mais sem graça possível que se tornou Hollywood.
A Teoria Universal é um suspense de viagem no tempo quântica, filmado como um film noir, com fotografia em preto e branco bem contrastada, trilha e principalmente direção e enquadramentos de câmera (a fotografia em si) que nos remete a algo que não vemos mais para contar uma história que não necessariamente seria contada com essa estética. E que funciona melhor do que o esperado.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

