O coreano Sleep, O Mal Nunca Dorme é a prova da minha teoria de que o horror e o drama psicológico real, o desespero real, a loucura, convivem em uma linha tênue e o que as pessoas aacham sobre o horror só existir nos filmes, tadinhos, mal sabem que é só uma questão de ponto de vista.
A história do filme é sobre um casal bem jovem, ela grávida do primeiro filho, nas últimas semanas e ele começa a ter problemas no sono.
Primeiro o sonambulismo, mas sussa, ele se levanta no meio da noite e faz um xixizinho na sala.
Os dias vão passando e o problema dele vai piorando, as ações dele durante os momentos de sonambulismo vão piorando e vão se tornando cada vez mais bizarros.
E perigosos.
A ponto de sua esposa começar a ter medo do que acontece nas crises cada vez mais constantes, o que só piora quando a nenê nasce e o horror (da vida real) continua ruim, mesmo que ele venha passando por médicos e tratamento para o sono.
O desespero vai entrando em outro nível quando a mãe dela leva uma bruxa/shamã no apartamento do casal que diz que a esposa está vivendo com 2 homens naquele apartamento.
Medo.
Daí pra frente se dá a “confusão” entre o desespero do dia a dia, o drama psicológico e o horror, o desespero.
E aí que o filme fica bom de verdade, porque até então, as possibilidades eram enormes e pra nossa felicidade, ou pro nosso próprio desespero, o diretor Jason Yu fez as escolhas certas e o terceiro ato do filme é malucão do jeito que a gente gosta. E sem abusar de nada, sem se fazer de moderninho, sem querer pagar de espertão né nada. Final como se deve.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

